Jul 3rd
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Internet entra de vez na disputa eleitoral

by Mariane Pinho

VALOR ECONÔMICO

por Yan Boechat e Cesar Felício, de São Paulo e Belo Horizonte

O segundo turno das eleições em Belo Horizonte do ano passado começou acirrado. Em uma arrancada surpreendente, o deputado federal Leonardo Quintão (PMDB-MG) chegou ao final do primeiro turno com uma diferença de apenas dois pontos percentuais em relação a Márcio Lacerda (PSB), o candidato apoiado pelo governador Aécio Neves (PSDB) e pelo então prefeito da capital, o petista Fernando Pimentel.

Tudo indicava que a eleição seria decidida por uma diferença de votos pequena. Mas, então, um vídeo com o humorista Tom Cavalcante fazendo uma representação caricata de Quintão começou a circular na internet. A atuação de Cavalcante fazia uma paródia corrosiva do candidado do PMDB, mostrando-o como um ser infantilizado, dono de um discurso desconexo e simplista.

O vídeo, postado no site You Tube e distribuído por e-mail e redes de relacionamento, foi um sucesso absoluto. Em poucas semanas centenas de milhares de pessoas o acessaram e, hoje, conta com quase 900 mil exibições, quase o mesmo número do vídeo em que rei espanhol Juan Carlos manda o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, se calar.

Na época Quintão tentou contra-atacar postando vídeos relacionando Lacerda ao escândalo do mensalão. Não adiantou muito. Apenas 31 mil internautas assistiram aos ataques ao candidato do PSB. Para muita gente do meio político mineiro, o vídeo na internet foi decisivo na derrota de Leonardo Quintão.

O caso mineiro é apenas um episódio isolado do uso da internet nas disputas eleitorais. Está muito longe ainda da estratégia estruturada de uso da grande rede em uma eleição, como fez o presidente americano Barack Obama. Apesar disso, ele mostra a força que a internet pode ter em uma disputa pelos corações e mentes dos eleitores.

Há quem aposte na mudança no modo de fazer política no país quando cerca de 130 milhões de eleitores forem às urnas na primeira semana de outubro do ano que vem. Quinze anos depois de ter chegado ao país, a internet já é acessada por mais de 40% da população brasileira. Ainda não ameaça a supremacia da propaganda eleitoral gratuita na televisão, que chega à quase totalidade dos domicílios, mas não poderá ser mais ignorada por quem pretende se eleger.

É por isso que hoje não há partido, marqueteiro ou candidato no Brasil que não esteja pensando na grande rede como ferramenta essencial para as eleições de 2010. Estima-se que PT, PSDB e seus aliados, destinem até 5% do orçamento para a rede no ano que vem. Em campanhas para o Legislativo, esse percentual pode superar os 50%.

Apesar de tantas previsões e a certeza de que as campanhas políticas no país serão transformadas pela internet, o fato é que poucos ainda sabem como isso vai acontecer. Oficialmente os partidos afirmam que o formato ainda não está definido. “É de fato ainda cedo para se saber exatamente o que vai acontecer, mas está todo mundo esmiuçando o que foi feito na campanha do Obama na internet para tentar repetir por aqui alguns dos seus resultados”, diz o professor da faculdade Cásper Líbero, Sérgio Amadeu, que estuda os impactos da rede no país.

Foi Barack Obama quem descortinou definitivamente o véu da obviedade que encobria o uso da internet nas campanhas políticas. Durante a campanha, teve mais de 1,5 milhão de pessoas cadastradas em sua rede social particular, a Mybarackobama.com e outras 2,5 milhões cadastraram seus telefones celulares para receber mensagens do candidato. Por meio de doações de pessoas físicas via web, arrecadou mais de US$ 660 milhões. Com tanta gente conectada, usou a rede para passar informações estratégicas e fornecer treinamento e material de campanha a seus militantes.

Na viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos, em março, assessores do Planalto mantiveram encontros informais tanto com o Google quanto com a equipe de comunicação de Obama. O projeto do blog presidencial foi apresentado na semana passada, em Porto Alegre, no fórum de software livre. Além de não ser grande navegador, Lula não pretende, segundo assessoria, alimentar um blog pessoal ou twitter, e muito menos, ler mensagens no correio eletrônico.

Não há quem creia que fenômeno semelhante possa se repetir em outro país de diferenças abissais como o Brasil. “Tudo aqui é diferente, o voto é obrigatório, a internet não é tão universalizada e a maneira como as pessoas se envolvem politicamente com as eleições é diferente, por isso é preciso tropicalizar a experiência americana para ter resultados”, diz Antonio Graeff, autor do recém lançado Eleições 2.0 – A internet e as mídias eleitorais no processo eleitoral (PubliFolha).

E tropicalizar essa experiência significa focar os esforços em um público que há muito tempo estava fora do esteriótipo do internauta brasileiro: os integrantes das classes C, D e E. Com o barateamento dos equipamentos de informática, os computadores começaram a entrar nas periferias das grandes cidades. No ano passado, pela primeira vez na história, venderam-se mais computadores do que aparelhos de televisão no Brasil. Segundo dados do IBGE compilados pelo Comitê Gestor da internet 28% dos lares brasileiros têm ao menos um PC.

Aliado a isso a expansão das populares lanhouses pelos rincões do país e pelas áreas mais pobres dos centros urbanos está transformando de forma radical o perfil do internauta. Das cerca de 60 milhões de pessoas que acessaram a internet em 2008, 67% fazem parte das classes C, D e E. Cerca de 80% dessas pessoas têm renda familiar mensal de até cinco salários mínimos. De ferramenta quase exclusiva da elite nos anos 90, a internet encerra a primeira década do século tendo como usuário um indivíduo cada vez mais parecido com o brasileiro médio.

E é exatamente nessa transformação do perfil do internauta que os partidos vão apostar. Apesar de o twitter ser a ferramenta da moda, de os blogs com pensatas complexas atraírem a atenção dos formadores de opinião e o Facebook ser o ponto de encontro dos mais conectados, a estrela da campanha eleitoral de 2010 será mesmo o bom, velho e hoje fora de moda Orkut. É essa a rede de relacionamentos que faz sucesso entre a massa de usuários da periferia brasileira. E é nela, claro, que os candidatos querem estar. “Nas lanhouses só da Orkut e MSN, não há para mais ninguém”, diz Moriael Paiva, diretor da área de campanhas políticas da Talk Interactive, uma empresa especializada em conteúdo para a internet. “Hoje 48% dos jovens brasileiros com mais de 16 anos acessam a internet pelas lanhouses”.

Moriel Paiva já é o que poderia ser chamado de marqueteiro político digital. Ele vem trabalhando na área desde 2002, quando coordenou a área na campanha presidencial do atual governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Naquela época, de forma ainda pouco organizada, conseguiu criar uma rede de eleitores de Serra com cerca de 30 mil membros. Batizada de Pelotão 45, serviu para que a coordenação de campanha conseguisse estabelecer um canal de informações aberto e constante com pessoas dispostas a multiplicar as propostas de Serra.

Paiva também coordenou a área digital da campanha do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM-SP) e tem ligações históricas com as duas siglas que estarão unidas contra o candidato do governo. Ele afirma que não há nada definido ainda sobre sua participação nas eleições de 2010, mas integrantes do PSDB e do DEM já o consideram na campanha. “Já estou enfronhado no assunto, mas não sei se vou trabalhar na campanha presidencial”, diz.

Nos projetos que vem desenvolvendo, Paiva coloca as redes sociais como o Orkut como o centro nevrálgico de uma estratégia bem sucedida. “Blogs, sites, vídeos, tudo isso é importante, mas é nas redes onde você vai conseguir trazer o eleitor para essas ferramentas, é ali que se ganham votos”. A estratégia é montar uma “rede de guerrilha”, como fez na campanha de Serra em 2002, para divulgar a campanha e, também, estar presente em todas elas. O alvo da estratégia são os usuários pouco informados, que não têm posição política clara. “É essa pessoa, com pouca escolaridade, que não é ligada em política, que pode amplificar nossa mensagem e fazer diferença, as classes A e B são importantes, mas já estão sedimentadas”.

No lado oposto do embate, o PT também começa a se preparar para a campanha digital. “A internet teve importância nas eleições anteriores, mas nada comparado ao que veremos agora, a telefonia 3G está universalizando a rede de forma inédita”, diz Gleber Najme, secretário de comunicação petista. Assim como a estratégia digital demo-tucana, a aposta do PT são as redes sociais.

O partido aposta que a militância histórica de seus apoiadores esteja conectada. É por meio dessa militância, ou guerrilha, como diz Paiva, que os dois partidos devem se utilizar de uma das ferramentas mais eficazes: as mensagens virais. São vídeos, imagens ou mesmo anedotas que se valem da bizarrice e do humor para se espalharem com rapidez maior que os vírus pandêmicos, como no caso de Quintão em BH.

Na campanha pela reeleição em 2006, o PT montou uma estrutura de “marketing anti-viral”, ou seja: o partido começou a responder em e-mails e vídeos na internet os ataques que recebia no mesmo formato dos adversários do presidente. Uma equipe foi montada exclusivamente para monitorar as mensagens negativas. Nas próximas eleições a experiência vai se repetir, por certo com uma estrutura ainda maior.

O mais jovem dos pretendentes ao Planalto, Aécio Neves, que tinha 34 anos quando a internet chegou ao país, é, assim como Lula, 14 mais velho, avesso à rede. Segundo sua assessoria de imprensa, o governador mineiro, o mais jovem dos pretendentes ao Planalto, a exemplo de Lula não costuma usar correio eletrônico como instrumento de trabalho e não acessa internet por telefone. Também não tem o hábito de usar o celular para receber e passar mensagens. Prefere ler as notícias no “clipping” impresso que recebe de sua assessoria do que no computador.

A pouca familiaridade de Aécio com o meio não impediu seu governo de responder aos ataques eletrônicos que sofreu, tanto em 2006, em sua reeleição, quanto em 2008, na disputa municipal. O último ataque veio por meio de um documentário postado no You Tube sobre a pressão exercida por Aécio contra a imprensa mineira. A resposta veio da Juventude do PSDB, que postou um outro vídeo rebatendo as críticas e fazendo novas acusações contra o autor do vídeo. Na avaliação interna do governo sobre o caso chegou-se a uma conclusão: as respostas só poderiam ser dadas no mesmo formato, pelo You Tube.

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Jun 25th
Jun 22nd
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Crise põe em dúvida o futuro do jornalismo

by Daniel Agrela

Por Redação da Cia

editorial_firstFim do diploma, fim da Gazeta Mercantil, fim da Revista da Semana e da TV Ideal. Tudo isso em duas semanas. Não se pode dizer que fomos pegos de surpresa, mas acontecimentos tão concretos como esses tornam inegável a crise enfrentada pelos meios de comunicação.

Nem mesmo os cortes de pessoal, intensificados ao longo da última década, possibilitaram uma recuperação dos veículos. O advento da Internet e a agilidade das informações na Web atingiram em cheio o faturamento das empresas de mídia, especialmente jornais e revistas. Muitos deles, prevendo o pior, recorrem a campanhas publicitárias a fim de abocanhar assinantes.

Atualmente, os maiores impressos de São Paulo prepararam uma série de propagandas no horário nobre da TV. A Folha convocou seus principais jornalistas para participar dos comerciais, já o Estadão faz a seguinte pergunta: “quanto vale o seu conhecimento?”. Ambos tentam valorizar seus produtos, oferecendo conteúdo exclusivo e mais aprofundado.

O fato é que os veículos de comunicação estão perdidos. Os jornais, que antes ofereciam o hardnews, hoje tentam proporcionar uma análise sobre os principais fatos dentre a enorme quantidade de informações que invadem nosso dia-a-dia. As revistas investem cada vez mais em reportagens investigativas. E a Internet faz de tudo: podcast, vídeo e texto informativo e reflexivo. Então pode-se dizer que a Web vai ser o centro do conhecimento?

Tudo indica que sim. O jornalismo passa por um momento de transição, em que os veículos tentam se adequar à nova realidade digital. A Internet caminha para abranger todas as áreas das nossas vidas e isso inclui a forma com que nos informamos. Dizer que todos os outros meios de comunicação vão desaparecer não parece razoável. Mas eles precisarão se reiventar, caso contrário o fim será inevitável.

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Jun 18th
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Políticos vão cair na Web nas eleições de 2010

by Pedro Costa
O portal Veja.com está com um especial sobre o uso das redes sociais nas eleições do ano que vem. As matérias esclarecem qual será o papel das novas mídias online no cenário político brasileiro. Vale a pena conferir!
 

 

Eleições 2010

Uso das redes provoca discussão legal
Veja.com
17 de junho de 2009
Luiz De França

O uso das redes sociais por políticos e partidos provoca outro debate: a legalidade das ações perante a Justiça Eleitoral. Segundo Luiz Marcio Pereira, juiz da segunda instância do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro, a falta de uma regulamentação sobre o assunto por parte do Superior Tribunal Eleitoral (TSE) abre uma espécie de vácuo jurídico, que permite que os políticos se expressarem virtualmente em ano pré-eleitoral. “Desde que não haja pedido de voto, referencia a sigla partidária e nenhuma menção a eleição, não vejo problema algum”, afirma o magistrado.

Uma comissão recém-formada na Câmara dos Deputados analisa a elaboração de nova legislação que promete liberar o uso da internet em período eleitoral e autorizar as doações on-line para os partidos já em 2010. A reforma deverá entrar na pauta de votação do plenário antes do início do recesso parlamentar, que começa em 18 de julho.

O consultor em marketing político Gaudêncio Torquato lembra que o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, já demonstrou interesse em uma legislação eleitoral que abranja a internet e suas ferramentas. “Espero que esse interesse dos deputados e senadores pelo Twitter se reverta nisso”, diz Torquato.

Confiante nessa possibilidade, a Talk Interactive, agência responsável pela campanha on-line de reeleição do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, em 2008, fechou um acordo com a Blue State Digital – empresa responsável pela campanha na internet de Barack Obama. O objetivo da empresa brasileira com o acordo é adquirir ferramentas de relacionamento digital que possibilitem a arrecadação de doações financeiras de pessoa física.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/reforma-eleitoral-redes-campanha-doacoes-online-477462.shtml

Entrevista

Um presidenciável já me procurou, diz consultor

 

Veja.com
17 de junho de 2009
Luiz De França

Moriael Paiva, diretor de criação da Talk Interactive

Moriael Paiva, diretor de criação da Talk Interactive

Uma forma de medir o interesse dos políticos pela internet e pelas redes sociais é contar o número de consultas que eles têm feito a especialistas no assunto. Moriael Paiva, diretor de criação da Talk Interactive - agência de marketing digital que comandou a campanha on-line de reeleição do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), em 2008 -, afirma que ao menos um político o procura a cada semana em busca de conselhos, sendo que ao menos um deles é um presidenciável. Na entrevista a seguir, Paiva fala do interesse dos políticos pelas redes sociais e pela internet em geral, de que forma essas ferramentas deverão ser usadas em 2010 e ainda da discussão legal a respeito: a falta de uma legislação específica deixa a questão a cargo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE).

O Congresso Nacional começou a discutir um projeto de lei que libera o uso da internet durante todo o processo eleitoral. Isso vai ajudar na popularização das redes?
Os brasileiros estão entre os que mais acessam a internet, e são maioria quase absoluta no Orkut. Em um universo como esse é quase impossível proibir que as pessoas entrem nesses ambientes para discutir política. Se a internet for de fato liberada, poderemos repetir aqui no Brasil o sucesso e a contribuição que ela desempenhou nas eleições americanas.

Liberar sem qualquer restrição?
Acho que tem que liberar, mas com regras para que se utilize a internet com responsabilidade. Durante a disputa pela prefeitura de São Paulo de 2008, cerca de 45 vídeos de conteúdo agressivo foram publicados no YouTube contra o candidato à reeleição, Gilberto Kassab. Do mesmo jeito que não se pode agredir um candidato na TV, não se deve fazer o mesmo na internet.

Como foi trabalhar em uma campanha eleitoral, como a de Kassab, sem liberdade para explorar todos os recursos da internet e como será trabalhar em uma campanha com uso liberado?
O TSE baixou uma norma que cada TRE interpretou de um jeito. No Rio, foi liberado, em outros estados o uso foi mais flexível. Já em São Paulo, tudo foi proibido. Mesmo assim, conseguimos, dentro da lei, oferecer o que achávamos necessário para melhorar a comunicação com o eleitor, como portal, blog e alguma coisa de redes sociais. Se a internet realmente for liberada, quem vai ganhar é o eleitor, que poderá ter mais acesso aos candidatos e conhecer e discutir melhor suas propostas.

Qual a melhor maneira de utilizar as redes sociais?
O grande segredo da campanha do Barack Obama nos Estados Unidos foi direcionar sua campanha com mensagens para determinados públicos e temas abordados nas redes sociais, respeitando a vontade de cada um de participar do processo ou não. Ele abriu todas as possibilidades de participação.

As redes sociais serão a grande ferramenta dos políticos brasileiros nas próximas eleições?
Se o uso delas for liberado, sim. Não estou dizendo que vamos fazer campanha apenas on-line e esquecer o resto. Afinal, tem gente que nem tem acesso à internet: para elas, rádio e TV são os únicos meios de contato com candidatos. Campanha eleitoral é um conjunto de ações.

Como o senhor vê esse interesse dos políticos brasileiros pelo Twitter?
Eu acho importante. É o novo canal de conversa, desde que seja visto não como um canal para promoção pessoal, e, sim, como canal de conversa. É uma forma de ver o que as pessoas estão fazendo, consumindo e pensando. Se algum político se dispuser a ver o que falam dele no Orkut, pode levar um choque (risos).

Algum político já o procurou buscando conselhos para a campanha de 2010?
Pelo menos um por semana.

Quem?
Não posso falar. Mas posso dizer que alguns são candidatos à Câmara dos Deputados, Senado e um até à Presidência da República.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/eleicoes-2010-presidenciavel-moriael-twitter-consultor-477456.shtml

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Jun 10th
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Nos EUA, até morador de rua tem acesso à Web

by Daniel Agrela

Se no Brasil a Internet ainda é um privilégio para poucos, nos Estados Unidos mesmo as pessoas que não têm onde morar estão conectadas à rede mundial de computadores. A notícia publicada esta semana pelo The Wall Street Journal mostra que o fato de ser morador de rua não impede que os americanos façam parte da revolução digital. As fotos a seguir foram tiradas por Brian L. Frank, em São Francisco.

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Charles Pitts acessa a Internet em um cybercafé em São Francisco. Com 37 anos, ele está nas ruas há dois anos.

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Sentado embaixo da escada rolante de uma estação de metrô da cidade, Pitts acessa a Internet. Ele diz conhecer vários “locais secretos” ao redor de São Francisco com sinal wireless for free.

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No Terminal de ônibus, ele checa suas contas no Facebook, MySpace e Twitter. Pitts afirma ler fóruns, notícias online e manter contato com amigos por meio das redes sociais, e-mail e comunicadores instantâneos como MSN e Skype.

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Já Michael Ross criou uma própria fonte de energia, com um gerador de gás que fica do lado de fora da sua tenda, localizada dentro de um estacionamento em São Francisco, onde trabalha como vigia. Faz 15 anos que ele vive como sem-teto, sobrevivendo de sua aposentadoria do Exército.

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Ele conecta o laptop ao gerador e consegue o acesso por meio de uma conexão tipo 3G. Ross paga cerca de US$ 60 dólares por mês para usar a Web.

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Skip Schreiber (64) entra na internet em sua van, que também é sua ‘casa’. Em seu aniversário de 60 anos, ele usou o dinheiro da pensão mensal para financiar um laptop, que é ligado à bateria de seu veículo. O aposentado aprendeu sozinho a utilizar o equipamento e acessar a web. Depois de ter um PC, Schreiber preferiu mudar para um Mac, que – segundo ele – consome menos energia.

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Jun 3rd
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Contra o Google, Bing oferece pesquisa mais bonita e organizada

by Mariane Pinho

Desde segunda-feira está disponível em versão beta o novo buscador da Microsoft, o Bing. Para bater de frente com o Google, a empresa está vendendo o seu mecanismo de busca como “decision engine”, algo que tem a capacidade não só de responder a perguntas simples, mas também de ajudar na tomada de decisões.

O site promete agilizar as escolhas dos internautas porque, ao invés de organizar os links por popularidade – ou por links patrocinados –, eles são ordenados por lógica. Em relação ao Google, talvez os links não sejam mais relevantes, mas a forma com que eles são dispostos é com certeza mais organizada.

O Bing exibe uma tela dividida em três colunas. A do centro contém os links; a da esquerda, considerada a grande novidade, mostra um menu com categorias de resultados (se, por exemplo, você estiver procurando “Albert Einstein”, aparecerão links para expandir sua busca como “invenções de Albert Einstein” ou “citações de Albert Einstein”). Já a coluna da direita é dedicada aos links patrocinados e também à visualização de um trecho do site sugerido, que aparece se o internauta passar o mouse sobre o espaço ao lado dos links.

Para “mastigar” ainda mais as informações para os usuários, o Bing apresenta um histórico das buscas já realizadas. Assim, fica fácil voltar a um resultado anterior. Além disso, houve a preocupação com um layout mais harmônico que o dos buscadores em geral, e a página inicial exibe uma foto diferente a cada dia.

Pesquisa no Google...

Pesquisa no Google...

Mais do que algo para resolver curiosidades, o Bing quer ser quase um prestador de serviços para o usuário, oferecendo comparação de preços de produtos, de passagens aéreas, hotéis, restaurantes, enfim, tudo para ajudar o consumidor a encontrar a melhor opção.

...e a mesma pesquisa no Bing.

...e a mesma pesquisa no Bing.

 Porém, as principais inovações ainda não estão disponíveis para usuários brasileiros: por enquanto, só é possível pesquisar na web por sites, imagens e notícias. A saída é se identificar como americano e tentar tirar proveito do buscador que, mesmo longe de desbancar o Google, é a melhor alternativa já produzida ao gigante da Web.

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May 21st
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Anunciantes perguntam: qual é o sexo do seu IP?

by Mariane Pinho

Estudo mostra como gêneros realmente são diferentes online

Estudo mostra como gêneros realmente são diferentes online

Nova York (FORTUNE Magazine) – Para Jonathan e Michelle Opp, de Chapel Hill, cidade do estado da Carolina do Norte nos EUA, a Internet é tão indispensável em suas vidas quanto a eletricidade ou o próprio encanamento da casa. Sempre equipados com seus iPhones, os dois checam regularmente a previsão do tempo e as condições de trânsito, além de buscarem respostas para as mais variadas perguntas. Fora do básico, porém, existem grandes diferenças no modo com que o casal utiliza seus aparelhos e a conexão com a Web.

“A Michelle provavelmente faz coisas mais funcionais como comprar ou pagar contas. Eu gosto de passar o meu tempo livre lendo críticas de música e acompanhando os placares de futebol”, diz o gerente de marketing Jonathan.

De fato, é o gênero, mais do que raça, etnia ou status econômico, que determina como nós agimos online. De acordo com um estudo recente do eMarketer nos Estados Unidos, uma quantidade um pouco maior de mulheres disse usar a Internet mas, uma vez conectados à rede, os usuários do sexo masculino tendem a passar mais tempo navegando na Web do que os do sexo feminino.

Enquanto isso, em outro relatório, o eMarketer estima que os anunciantes gastarão 37,2 bilhões de dólares em publicidade online até o ano de 2013 – e é claro que saber o que atrai os diferentes gêneros é economicamente relevante para comprar qualquer espaço de anúncio na Internet.

O único problema é que os IPs não são separados em rosa e azul. Então, as empresas que querem atingir homens tendem a centrar os anúncios em sites de notícias, esportes e tecnologia, e os anúncios focados no público feminino normalmente se concentram em sites que falam sobre filhos, por exemplo. Seriam os estereótipos realmente a única saída para os anunciantes?

“Empresas inteligentes utilizam o foco comportamental para tentar atingir os seus alvos online, mas, mesmo assim, elas não podem saber exatamente quem está por trás do IP que eles estão perseguindo”, afirma Lisa Phillips, analista sênior do eMarketer e autora do relatório Men Online.

Ao businessman, resta a pergunta: o que está mantendo os diferentes gêneros colados à tela do computador?

“Os homens estão bem mais interessados em assistir vídeos online do que as mulheres”, nota Phillips. A ideia de que as imagens da Web são mais chamativas aos membros do sexo masculino não deve ser uma surpresa, uma vez que os homens já são conhecidos como o gênero mais visual. Outros estereótipos de gênero também aparecem no mundo virtual: a mulher, freqüentemente vista como a pessoa que cuida da família, tende a clicar mais em sites sobre cuidados com a saúde do que o homem.

Mas nem tudo pode ser resolvido pelo senso-comum. “Eu diria que, para cada situação em que você acha que uma tendência está confirmando um estereótipo, há uma tendência contrária emergindo”, diz Mary Madden, especialista sênior em pesquisa no Pew Internet & American Life Project.

Por exemplo: as mulheres são normalmente tidas como o sexo mais comunicativo. Porém, elas não usam tanto as ferramentas online (e-mail, blogs ou redes sociais) quanto os homens. E apesar de as mulheres serem rotuladas como compradoras ávidas, os homens gostam das compras online da mesma forma que elas, só o seu comportamento é diferente.

“Homens geralmente têm aquela atitude ‘eu vou lá e vou comprar aquilo’”, diz Phillips. “As mulheres gostam de se conectar à rede, socializar e comprar aleatoriamente – bem parecido com entrar em uma loja”.

Além disso, Phillips afirma que pais são tão vorazes quanto mães em achar informação online para melhorar a saúde ou a educação dos seus filhos. Eles também tendem a comprar coisas com as suas famílias em mente.

As empresas também devem ser cautelosas contra generalizações sobre como os gêneros lidam com as suas finanças. Por muitos anos, os homens foram considerados autoridades financeiras em muitas famílias. Mas, hoje em dia, atividades online como net banking são comuns para ambos os sexos, de acordo com o Pew Internet & American Life Project.

Enquanto isso, a desenvolvedora de software Michelle Opp não tem problemas em admitir que ela compra mais pela Internet do que o seu marido. Mas ela insiste que isso não tem nada a ver com o sexo ao qual ela pertence.

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May 14th
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Pesquisa examina leitores e colaboradores da Wikipedia

by Mariane Pinho

wikipediaA Fundação Wikimedia e a UNU-Merit, centro de pesquisa e treinamento da Universidade das Nações Unidas e da Universidade de Maastricht (Holanda), acabam de divulgar os resultados da primeira pesquisa multilíngüe com leitores e contribuintes da Wikipedia. O estudo, feito por amostragem, é um indicativo do perfil dos usuários.

De outubro a novembro de 2008, mais de 130 mil pessoas de 200 países diferentes responderam o extensivo questionário, disponível em vinte línguas. A UNU-Merit passou os últimos meses apurando os dados e agora disponibiliza os resultados de alguns quesitos prioritários, fundamentais para entender o conhecimento livre na web.

Um dado importante é que apenas 35% dos usuários da Wikipedia são colaboradores, ou seja, tomam a iniciativa de escrever ou modificar artigos. A pesquisa constatou, ainda, que 75% dos entrevistados são homens, a maioria na faixa dos vinte anos de idade (sendo que o levantamento abrange usuários de dez a 85 anos). As mulheres, que têm participação total de 25% na pesquisa, representam 32% dos que apenas lêem e 13% dos que escrevem artigos.

O motivo das informações obtidas também foi investigado na pesquisa. Gostar da idéia de compartilhar conhecimento e corrigir erros nos artigos existentes são as principais razões citadas para contribuir com o site. Por outro lado, o que faz as pessoas não contribuírem, na maioria das vezes, é pensar que não têm informação suficiente para tal.

Seguem misteriosos e sem motivo conhecido a pequena participação de mulheres e a resposta em massa da edição russa da Wikipedia. Quarenta mil respostas vieram do país, sendo deixadas de fora das 130 mil mundiais pela possibilidade de afetar a precisão da pesquisa.

Sobre a Wikimedia
A Wikimedia Foundation Inc. é uma organização sem fins lucrativos dedicada a incentivar a produção, o desenvolvimento e distribuição de conteúdo livre e multilíngüe. A Wikipedia, um dos 10 sites mais visitados no mundo, é um dos projetos disponibilizados gratuitamente pela Wikimedia Foundation e editados colaborativamente em todo o mundo. Sediada atualmente em São Francisco, nos Estados Unidos, sua existência foi oficialmente anunciada pelo antigo presidente da Bomis e co-fundador da Wikipedia, Jimmy Wales, em 20 de Junho de 2003.

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May 12th
May 8th
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Google para e causa pânico na Web

by Daniel Agrela

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Os brasileiros viveram instantes de pânico na tarde desta quinta-feira (7/5). Não, nada a ver com a confirmação dos primeiros casos de gripe suína no país. O motivo de tanta preocupação ocorreu porque o Google ficou fora do ar, o que pode ser considerado por muitos um verdadeiro apocalipse cibernético.

 

Segundo a empresa, houve uma falha em um grupo de roteadores durante uma manutenção de rotina. Embora o problema tenha sido resolvido em poucos minutos, muitos usuários tiveram dificuldades ao longo do dia para acessar sites do Grupo, como You Tube, Gmail e Orkut.

 

Situações como essas comprovam a importância dessa ferramenta nos dias atuais e quão dependente dela todos nós estamos. Mas, felizmente, tudo não passou de um susto e, graças ao restabelecimento do serviço, aquela coleção empoeirada da enciclopédia britânica vai continuar guardada no armário.

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