O futuro das AI’s: Da velha Remington para a Era Digital
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João Antonio era um funcionário-modelo. Começou como office-boy de uma empresa fabricante de máquinas de escrever. Dedicou-se ao máximo desde o primeiro dia de trabalho e, aos poucos, foi conquistando novas posições. Casou-se. Teve filhos. Com o passar dos anos, Antonio acompanhou de perto todas as evoluções do setor com a produção das máquinas mecânicas, portáteis, elétricas até chegar no auge das eletrônicas.
Com 15 anos de empresa, ele se tornou o responsável pelo setor comercial, o mais importante. A companhia ia bem. Até que as vendas começaram a cair. Era o início da revolução digital com a entrada dos primeiros computadores pessoais. A companhia teve de mudar o foco dos negócios, entrando para o promissor segmento de informática, mas já era tarde demais. Antonio e os demais funcionários ficaram sem emprego com o fechamento da empresa.
Esse foi apenas um exemplo criado para ilustrar uma situação cada vez mais comum, principalmente, no mundo da comunicação. Só que o personagem agora está centrado na figura do assessor de imprensa.
Com o advento de blogs, Twitter, Orkut e LinkedIn a forma de se comunicar, tanto c
om os jornalistas quanto com o público-alvo, se tornou extremamente direta. Essa revolucionária tendência fará com que em pouco tempo os jornais deixem de ser os intermediários da notícia. Trata-se de uma mudança que já está ocorrendo, só que poucas pessoas se deram conta disso.
Embora muitos assessores estejam carecas de saber que o amontoado de releases enviados todos os dias servem – em grande parte – como rascunho de jornalistas, relutam em abandonar essa forma de trabalho. Um dos motivos para essa insistência é que os profissionais tupiniquins de comunicação ainda não assimilaram essa avalanche de novidades.
Mas logo vem o impasse. O que fazer? Mandar um texto longo, lotar a caixa de e-mail do repórter e, quem sabe, arrancar uma notinha de quatro linhas no jornal do dia seguinte ou ter uma notícia publicada em blogs e atingir diretamente o seu público-alvo? O meio termo, talvez nesse momento de transição, seja uma solução.
O fato é que as assessorias de comunicação estão sendo obrigadas a repensar sua forma de trabalhar, já que a relação release/follow-up/repórter/jornais está próxima do fim. Não se pode mais ignorar o poder das redes sociais. Elas são o presente, são o futuro. Quem não se atualizar, corre o risco de ter o mesmo destino de Antonio, personagem citado no início do texto.
(Por: Agrela)

