Jun 25th
Jun 22nd
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Crise põe em dúvida o futuro do jornalismo

by Daniel Agrela

Por Redação da Cia

editorial_firstFim do diploma, fim da Gazeta Mercantil, fim da Revista da Semana e da TV Ideal. Tudo isso em duas semanas. Não se pode dizer que fomos pegos de surpresa, mas acontecimentos tão concretos como esses tornam inegável a crise enfrentada pelos meios de comunicação.

Nem mesmo os cortes de pessoal, intensificados ao longo da última década, possibilitaram uma recuperação dos veículos. O advento da Internet e a agilidade das informações na Web atingiram em cheio o faturamento das empresas de mídia, especialmente jornais e revistas. Muitos deles, prevendo o pior, recorrem a campanhas publicitárias a fim de abocanhar assinantes.

Atualmente, os maiores impressos de São Paulo prepararam uma série de propagandas no horário nobre da TV. A Folha convocou seus principais jornalistas para participar dos comerciais, já o Estadão faz a seguinte pergunta: “quanto vale o seu conhecimento?”. Ambos tentam valorizar seus produtos, oferecendo conteúdo exclusivo e mais aprofundado.

O fato é que os veículos de comunicação estão perdidos. Os jornais, que antes ofereciam o hardnews, hoje tentam proporcionar uma análise sobre os principais fatos dentre a enorme quantidade de informações que invadem nosso dia-a-dia. As revistas investem cada vez mais em reportagens investigativas. E a Internet faz de tudo: podcast, vídeo e texto informativo e reflexivo. Então pode-se dizer que a Web vai ser o centro do conhecimento?

Tudo indica que sim. O jornalismo passa por um momento de transição, em que os veículos tentam se adequar à nova realidade digital. A Internet caminha para abranger todas as áreas das nossas vidas e isso inclui a forma com que nos informamos. Dizer que todos os outros meios de comunicação vão desaparecer não parece razoável. Mas eles precisarão se reiventar, caso contrário o fim será inevitável.

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Jun 18th
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Políticos vão cair na Web nas eleições de 2010

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O portal Veja.com está com um especial sobre o uso das redes sociais nas eleições do ano que vem. As matérias esclarecem qual será o papel das novas mídias online no cenário político brasileiro. Vale a pena conferir!
 

 

Eleições 2010

Uso das redes provoca discussão legal
Veja.com
17 de junho de 2009
Luiz De França

O uso das redes sociais por políticos e partidos provoca outro debate: a legalidade das ações perante a Justiça Eleitoral. Segundo Luiz Marcio Pereira, juiz da segunda instância do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro, a falta de uma regulamentação sobre o assunto por parte do Superior Tribunal Eleitoral (TSE) abre uma espécie de vácuo jurídico, que permite que os políticos se expressarem virtualmente em ano pré-eleitoral. “Desde que não haja pedido de voto, referencia a sigla partidária e nenhuma menção a eleição, não vejo problema algum”, afirma o magistrado.

Uma comissão recém-formada na Câmara dos Deputados analisa a elaboração de nova legislação que promete liberar o uso da internet em período eleitoral e autorizar as doações on-line para os partidos já em 2010. A reforma deverá entrar na pauta de votação do plenário antes do início do recesso parlamentar, que começa em 18 de julho.

O consultor em marketing político Gaudêncio Torquato lembra que o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, já demonstrou interesse em uma legislação eleitoral que abranja a internet e suas ferramentas. “Espero que esse interesse dos deputados e senadores pelo Twitter se reverta nisso”, diz Torquato.

Confiante nessa possibilidade, a Talk Interactive, agência responsável pela campanha on-line de reeleição do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, em 2008, fechou um acordo com a Blue State Digital – empresa responsável pela campanha na internet de Barack Obama. O objetivo da empresa brasileira com o acordo é adquirir ferramentas de relacionamento digital que possibilitem a arrecadação de doações financeiras de pessoa física.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/reforma-eleitoral-redes-campanha-doacoes-online-477462.shtml

Entrevista

Um presidenciável já me procurou, diz consultor

 

Veja.com
17 de junho de 2009
Luiz De França

Moriael Paiva, diretor de criação da Talk Interactive

Moriael Paiva, diretor de criação da Talk Interactive

Uma forma de medir o interesse dos políticos pela internet e pelas redes sociais é contar o número de consultas que eles têm feito a especialistas no assunto. Moriael Paiva, diretor de criação da Talk Interactive - agência de marketing digital que comandou a campanha on-line de reeleição do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), em 2008 -, afirma que ao menos um político o procura a cada semana em busca de conselhos, sendo que ao menos um deles é um presidenciável. Na entrevista a seguir, Paiva fala do interesse dos políticos pelas redes sociais e pela internet em geral, de que forma essas ferramentas deverão ser usadas em 2010 e ainda da discussão legal a respeito: a falta de uma legislação específica deixa a questão a cargo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE).

O Congresso Nacional começou a discutir um projeto de lei que libera o uso da internet durante todo o processo eleitoral. Isso vai ajudar na popularização das redes?
Os brasileiros estão entre os que mais acessam a internet, e são maioria quase absoluta no Orkut. Em um universo como esse é quase impossível proibir que as pessoas entrem nesses ambientes para discutir política. Se a internet for de fato liberada, poderemos repetir aqui no Brasil o sucesso e a contribuição que ela desempenhou nas eleições americanas.

Liberar sem qualquer restrição?
Acho que tem que liberar, mas com regras para que se utilize a internet com responsabilidade. Durante a disputa pela prefeitura de São Paulo de 2008, cerca de 45 vídeos de conteúdo agressivo foram publicados no YouTube contra o candidato à reeleição, Gilberto Kassab. Do mesmo jeito que não se pode agredir um candidato na TV, não se deve fazer o mesmo na internet.

Como foi trabalhar em uma campanha eleitoral, como a de Kassab, sem liberdade para explorar todos os recursos da internet e como será trabalhar em uma campanha com uso liberado?
O TSE baixou uma norma que cada TRE interpretou de um jeito. No Rio, foi liberado, em outros estados o uso foi mais flexível. Já em São Paulo, tudo foi proibido. Mesmo assim, conseguimos, dentro da lei, oferecer o que achávamos necessário para melhorar a comunicação com o eleitor, como portal, blog e alguma coisa de redes sociais. Se a internet realmente for liberada, quem vai ganhar é o eleitor, que poderá ter mais acesso aos candidatos e conhecer e discutir melhor suas propostas.

Qual a melhor maneira de utilizar as redes sociais?
O grande segredo da campanha do Barack Obama nos Estados Unidos foi direcionar sua campanha com mensagens para determinados públicos e temas abordados nas redes sociais, respeitando a vontade de cada um de participar do processo ou não. Ele abriu todas as possibilidades de participação.

As redes sociais serão a grande ferramenta dos políticos brasileiros nas próximas eleições?
Se o uso delas for liberado, sim. Não estou dizendo que vamos fazer campanha apenas on-line e esquecer o resto. Afinal, tem gente que nem tem acesso à internet: para elas, rádio e TV são os únicos meios de contato com candidatos. Campanha eleitoral é um conjunto de ações.

Como o senhor vê esse interesse dos políticos brasileiros pelo Twitter?
Eu acho importante. É o novo canal de conversa, desde que seja visto não como um canal para promoção pessoal, e, sim, como canal de conversa. É uma forma de ver o que as pessoas estão fazendo, consumindo e pensando. Se algum político se dispuser a ver o que falam dele no Orkut, pode levar um choque (risos).

Algum político já o procurou buscando conselhos para a campanha de 2010?
Pelo menos um por semana.

Quem?
Não posso falar. Mas posso dizer que alguns são candidatos à Câmara dos Deputados, Senado e um até à Presidência da República.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/eleicoes-2010-presidenciavel-moriael-twitter-consultor-477456.shtml

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Jun 10th
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Nos EUA, até morador de rua tem acesso à Web

by Daniel Agrela

Se no Brasil a Internet ainda é um privilégio para poucos, nos Estados Unidos mesmo as pessoas que não têm onde morar estão conectadas à rede mundial de computadores. A notícia publicada esta semana pelo The Wall Street Journal mostra que o fato de ser morador de rua não impede que os americanos façam parte da revolução digital. As fotos a seguir foram tiradas por Brian L. Frank, em São Francisco.

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Charles Pitts acessa a Internet em um cybercafé em São Francisco. Com 37 anos, ele está nas ruas há dois anos.

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Sentado embaixo da escada rolante de uma estação de metrô da cidade, Pitts acessa a Internet. Ele diz conhecer vários “locais secretos” ao redor de São Francisco com sinal wireless for free.

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No Terminal de ônibus, ele checa suas contas no Facebook, MySpace e Twitter. Pitts afirma ler fóruns, notícias online e manter contato com amigos por meio das redes sociais, e-mail e comunicadores instantâneos como MSN e Skype.

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Já Michael Ross criou uma própria fonte de energia, com um gerador de gás que fica do lado de fora da sua tenda, localizada dentro de um estacionamento em São Francisco, onde trabalha como vigia. Faz 15 anos que ele vive como sem-teto, sobrevivendo de sua aposentadoria do Exército.

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Ele conecta o laptop ao gerador e consegue o acesso por meio de uma conexão tipo 3G. Ross paga cerca de US$ 60 dólares por mês para usar a Web.

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Skip Schreiber (64) entra na internet em sua van, que também é sua ‘casa’. Em seu aniversário de 60 anos, ele usou o dinheiro da pensão mensal para financiar um laptop, que é ligado à bateria de seu veículo. O aposentado aprendeu sozinho a utilizar o equipamento e acessar a web. Depois de ter um PC, Schreiber preferiu mudar para um Mac, que – segundo ele – consome menos energia.

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