A Guerra e o You Tube
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‘Em época de guerra, a primeira vítima é sempre a verdade’. Essa famosa frase se faz cada vez mais atual, principalmente, durante períodos de conflito. Iniciados no fim de 2008, os casos mais recentes são os ataques terrestres e aéreos ocorridos na Faixa de Gaza. Até agora, o número de mortos passa de 700 e não há sinal de trégua entre o grupo islâmico Hamas e Israel.
Paralelo ao conflito, outra guerra também acontece: a da informação. Um verdadeiro bombardeio de notícias chega minuto a minuto por meio dos veículos de comunicação, um resultado fruto do trabalho dos bravos jornalistas que encaram os perigos direto do front. Só que essa forma de comunicação está mudando.
Desde a famosa cobertura realizada pela CNN durante a Guerra do Golfo (1990), a primeira da história com transmissão ao vivo, a velocidade da notícia e a maneira como ela é veiculada têm sofrido constantes mudanças. Isso porque com o advento da Internet vieram também os blogs, as páginas de relacionamento e os sites para postagem de vídeos. Todas essas ferramentas têm sido utilizadas de forma plena, não só por profissionais de imprensa, mas também por quem está diretamente envolvido e sofre os efeitos de uma guerra.
Voltando um pouco no tempo, um fato que causou enorme repercussão foi a divulgação de um vídeo no qual Saddam Hussein fora executado, em dezembro de 2006. O arquivo teria sido gravado por uma das testemunhas do ato por meio de um celular. O vídeo caiu na rede 24 horas após sua morte e ainda circula na Web.
Isso só é possível porque, com as facilidades oferecidas pela tecnologia, ficou muito fácil gravar um vídeo pelo celular e postá-lo na Web. O You Tube, o mais popular do gênero e que permite aos usuários carregar e compartilhar vídeos em formato digital, tem recebido constantes atualizações diretas de Gaza.
O próprio governo de Israel criou um canal no site como uma forma de ‘contribuir para levar a mensagem do País ao mundo’, segundo as Forças de Defesa.
http://www.youtube.com/watch?v=bHNk6eBw3ME&feature=channel_page
Essa nova forma de comunicação é uma tendência que não será mais revertida. Ela será sempre melhorada, fazendo com que em pouco tempo os jornalistas percam cada vez mais a exclusividade de serem os intermediários da notícia.


