Oct 13th
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Sua empresa está preparada para o marketing digital?

by Maya Santana

FIAPCom o fim da mídia tal qual a conhecemos, os empresários estão sem saber o que fazer para aparecer no mercado. Hoje, ter o nome da sua empresa publicado nos jornais ou veiculado nas TVs, rádios e websites já não tem o impacto de antes.  Ninguém mais pode avaliar com acuidade o retorno do investimento em assessoria de imprensa, publicidade ou qualquer outro setor ligado à comunicação.

O que ocorre é que o público, tendo à sua disposição blogs, twitters, facebooks e outras ferramentas de interação quer conversar, bater papo, interagir. Não se contenta mais em simplesmente engolir o que recebe mastigado da mídia tradicional. É o chamado marketing social, ou marketing de referência. Ao invés de ser influenciado pelo anúncio da TV, ou pesquisar no Google o melhor produto ou serviço a comprar, o importante é contar com um amigo do Facebook ou do Linkedin para indicar o que escolher.

Vivemos uma época de intensa mudança em tudo que se refere ao marketing. Por isto mesmo, a estratégia de uma empresa para lidar com as redes sociais deve ficar a cargo do setor que entende, os profissionais de redes sociais, hoje chamados de “energizadores de comunidades”.  E não com a direção executiva, RH, Marketing ou TI.

Foi o que constatou um amplo estudo (Digital Readiness Report) realizado com empresas americanas e divulgado recentemente. O que fica claro com esta pesquisa é que, num momento em que os aspectos digital e social da comunicação estão ganhando cada vez mais relevância, as empresas precisam avaliar rapidamente se contam com pessoal de comunicação devidamente capacitado para lidar com o marketing nas redes sociais.

O trabalho que vem sendo feito na internet está melhorando a visibilidade da sua empresa? Os funcionários dos setores de comunicação têm acesso às ferramentas de PR digital que precisam para oferecer um trabalho competitivo em um mundo 2.0?

Pois é. A realidade mostra que os profissionais destas áreas não estão preparados para trabalhar com marketing nas redes sociais. Ou porque não conhecem o que está se passando ou não foram treinados para isto.

Um novo papel

A verdade é que a área de assessoria de imprensa assumiu um papel totalmente novo nas empresas nos últimos anos. O setor vem sofrendo a mudança mais drástica desde a invenção do e-mail. E tudo está ocorrendo numa velocidade espantosa. As escolas, no entanto, continuam preparando novos profissionais sem levar em consideração os blogs, as redes sociais e até mesmo a internet.

Agora que toda empresa que se promove na internet é, na verdade, uma empresa de comunicação, é importante começar a pensar como uma delas. Para as que querem estar à frente do processo digital, aqui estão seis perguntas que permitirão avaliar se seus profissionais estão preparados para a tarefa.

- A participação da empresa nas redes sociais está sendo feita sem que se dê atenção à otimização das ferramentas de busca?

- O trabalho nas redes sociais e de otimização das ferramentas de busca é feito em conjunto?

- A estratégia digital de PR inclui site e ferramentas de busca “friendly”?

- Na sua estratégia de conteúdo para as redes sociais onde entra o blog?

- A empresa tem o perfil de sua audiência alvo e qual é a melhor maneira de atingir esta audiência?

- Como a sua empresa de PR pode ser definida em termos de atuação: tradicional ou digital, incluindo redes sociais e otimização das ferramentas de busca?

As respostas a essas perguntas, certamente, não serão encontradas nos modelos tradicionais de jornalismo e comunicação como conhecemos nas últimas décadas. Será preciso construir uma nova abordagem, com soluções que saiam de dentro das empresas em colaboração com profissionais aptos a dialogar com o novo mundo digital e interagir com seus atores.

*Maya Santana é energizadora de comunidades da Cia. da Informação.

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Jul 30th
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Cia. da Informação no Top Blogs

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O blog da Cia. da Informação está participando do Prêmio Top Blog, um sistema interativo de incentivo cultural destinado a reconhecer e premiar, mediante a votação popular e acadêmica, os blogs brasileiros mais populares. 

 

 

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Jun 10th
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Nos EUA, até morador de rua tem acesso à Web

by Daniel Agrela

Se no Brasil a Internet ainda é um privilégio para poucos, nos Estados Unidos mesmo as pessoas que não têm onde morar estão conectadas à rede mundial de computadores. A notícia publicada esta semana pelo The Wall Street Journal mostra que o fato de ser morador de rua não impede que os americanos façam parte da revolução digital. As fotos a seguir foram tiradas por Brian L. Frank, em São Francisco.

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Charles Pitts acessa a Internet em um cybercafé em São Francisco. Com 37 anos, ele está nas ruas há dois anos.

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Sentado embaixo da escada rolante de uma estação de metrô da cidade, Pitts acessa a Internet. Ele diz conhecer vários “locais secretos” ao redor de São Francisco com sinal wireless for free.

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No Terminal de ônibus, ele checa suas contas no Facebook, MySpace e Twitter. Pitts afirma ler fóruns, notícias online e manter contato com amigos por meio das redes sociais, e-mail e comunicadores instantâneos como MSN e Skype.

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Já Michael Ross criou uma própria fonte de energia, com um gerador de gás que fica do lado de fora da sua tenda, localizada dentro de um estacionamento em São Francisco, onde trabalha como vigia. Faz 15 anos que ele vive como sem-teto, sobrevivendo de sua aposentadoria do Exército.

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Ele conecta o laptop ao gerador e consegue o acesso por meio de uma conexão tipo 3G. Ross paga cerca de US$ 60 dólares por mês para usar a Web.

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Skip Schreiber (64) entra na internet em sua van, que também é sua ‘casa’. Em seu aniversário de 60 anos, ele usou o dinheiro da pensão mensal para financiar um laptop, que é ligado à bateria de seu veículo. O aposentado aprendeu sozinho a utilizar o equipamento e acessar a web. Depois de ter um PC, Schreiber preferiu mudar para um Mac, que – segundo ele – consome menos energia.

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Mar 30th
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O jornalismo morreu?

by Daniel Agrela

newspapersA questão é bem polêmica? É. Por isso ela deve deixar de existir? Não.

É manchete do Comunique-se do último fim de semana uma reportagem sobre o futuro do jornalismo. Tudo bem que essa é uma discussão antiga, mas ela se faz cada vez mais necessária a partir da popularização das redes colaborativas na Internet. Vale a pena ler e refletir.

COM CRISE DA IMPRENSA, PROFISSIONAIS QUESTIONAM FUTURO DO JORNALISMO

André Rosa, de São Paulo

Entusiasta dos modelos de colaboração na Internet, o jornalista e diretor da The Information Company nos EUA Pedro Augusto Costa publicou, no site InvestNews, um artigo sobre a sustentabilidade financeira da Wikipedia. Antes, tratou de convidar usuários do site Wikimedia no Brasil, para corrigir e ajustar o texto.

Cerca de 30 colaboradores o ajudaram a aprimorar o conteúdo do artigo – que, em um dos trechos, afirma: a Wikipedia, reunindo conhecimento de forma prática e ágil, está tomando o lugar dos jornais. “Todo mundo gera conteúdo e compete com você, e essa mudança está vindo de uma forma muito rápida”, complementa Costa, profissional acostumado a “separar o joio do trigo” há 30 anos.

Nesse cenário onde artigos sobre ciência, economia ou tecnologia podem ficar melhores se escritos a várias mãos, em uma conversa onde leitores e espectadores participam da produção editorial, qual o papel de quem está acostumado a filtrar o que interessa? “E pra que esse profissional?”, devolve Costa, questionando a necessidade do jornalista.

“Se todo mundo está convidado a ser jornalista, as pessoas ainda vão precisar de alguém que escolha suas notícias? Será que existirão repórteres daqui a cinco, seis anos? O jornalismo é uma atividade muito bonita para ficar apenas nas mãos dos jornalistas”, provoca.

Outras vozes

O debate sobre o futuro do jornalismo aumentou nas últimas semanas, coincidindo com as notícias sobre a crise nos jornais impressos, sobretudo nos EUA. Discurso similar ao de Pedro Costa, sobre a falta de otimismo da imprensa norte-americana, tem o colunista de O Estado de S. Paulo Pedro Doria.

Seu ponto de vista, que rendeu 140 manifestações em seu blog, Doria lembra que os números indicam aumento na circulação de jornais, mas por uma conjuntura econômica. Isso quer dizer, em suas palavras, que “os grandes grupos de mídia brasileiros têm mais tempo do que os norte-americanos para enfrentar as mudanças que já estão acontecendo”.

Pedro Costa lembra que, diante desse impacto, a imprensa ainda não encontrou um modelo viável para pagar seus custos. “A mídia sabia que isso aconteceria e não fez nada para mudar, não se preparou para este futuro. E ainda é impossível dizer qual a alternativa para isso”, conclui. Para Doria, três modelos estão sendo analisados: a publicidade, a existência de fundações mantenedoras e doações do público.

Autor do blog de sugestivo nome “O Jornalismo Morreu!”, o professor do curso de Comunicação do Centro Universitário Una Jorge Rocha convidou jornalistas para analisar este panorama. Ao final, uma pergunta permanece sem resposta: “então, a partir daqui, para onde é que nós vamos?”.

Entre tantas incertezas, a constatação de Pedro Costa é: “precisamos nos adaptar”.

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Feb 17th
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A máfia também usa Skype

by Daniel Agrela

don_skypeKeep your friends close but your enemies closer. Mal sabia Don Corleone que sua frase, imortalizada pelo cinema, teria um efeito arrebatador nos dias atuais com o advento da Internet. Blogs, Twitter, Orkut e comunicadores instantâneos seriam ferramentas de grande importância para o desenvolvimento dos ‘negócios’ da Cosa Nostra, mantendo os integrantes da Família 24 horas online. Mas se o Godfather não teve a oportunidade de conhecer essas armas, não se pode dizer o mesmo sobre os mafiosos que o sucederam.

Informações da polícia italiana divulgadas nesta semana dão conta de que criminosos locais estão utilizando o Skype como alternativa aos já manjados grampos judiciais. Segundo as autoridades, a tecnologia VoIP, por utilizar chave de criptografia, dificulta o rastreamento dos dados. O Governo da Itália, para facilitar as investigações, vai solicitar à empresa detentora do comunicador que libere os códigos de acesso. Mas isso até agora não aconteceu.

E parece que não é só a Máfia que está se beneficiando dessa tecnologia. A população também segue essa tendência, abandonando aos poucos a telefonia fixa e móvel. O motivo está na antiga preocupação dos italianos em ter seus aparelhos grampeados. Essa forma de investigação é bastante utilizada pelo País, mesmo em crimes mais leves. Como tentativa de reverter essa situação, o Governo Berlusconi deverá propor projeto de lei que permitiria escutas apenas para investigações de mais gravidade. Será que a moda vai pegar por aqui?

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Dec 19th
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O futuro das AI’s: Da velha Remington para a Era Digital

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João Antonio era um funcionário-modelo. Começou como office-boy de uma empresa fabricante de máquinas de escrever. Dedicou-se ao máximo desde o primeiro dia de trabalho e, aos poucos, foi conquistando novas posições. Casou-se. Teve filhos. Com o passar dos anos, Antonio acompanhou de perto todas as evoluções do setor com a produção das máquinas mecânicas, portáteis, elétricas até chegar no auge das eletrônicas.

Com 15 anos de empresa, ele se tornou o responsável pelo setor comercial, o mais importante. A companhia ia bem. Até que as vendas começaram a cair. Era o início da revolução digital com a entrada dos primeiros computadores pessoais. A companhia teve de mudar o foco dos negócios, entrando para o promissor segmento de informática, mas já era tarde demais. Antonio e os demais funcionários ficaram sem emprego com o fechamento da empresa.

Esse foi apenas um exemplo criado para ilustrar uma situação cada vez mais comum, principalmente, no mundo da comunicação. Só que o personagem agora está centrado na figura do assessor de imprensa.

Com o advento de blogs, Twitter, Orkut e LinkedIn a forma de se comunicar, tanto com os jornalistas quanto com o público-alvo, se tornou extremamente direta. Essa revolucionária tendência fará com que em pouco tempo os jornais deixem de ser os intermediários da notícia. Trata-se de uma mudança que já está ocorrendo, só que poucas pessoas se deram conta disso.

Embora muitos assessores estejam carecas de saber que o amontoado de releases enviados todos os dias servem – em grande parte – como rascunho de jornalistas, relutam em abandonar essa forma de trabalho. Um dos motivos para essa insistência é que os profissionais tupiniquins de comunicação ainda não assimilaram essa avalanche de novidades.

Mas logo vem o impasse. O que fazer? Mandar um texto longo, lotar a caixa de e-mail do repórter e, quem sabe, arrancar uma notinha de quatro linhas no jornal do dia seguinte ou ter uma notícia publicada em blogs e atingir diretamente o seu público-alvo? O meio termo, talvez nesse momento de transição, seja uma solução.

O fato é que as assessorias de comunicação estão sendo obrigadas a repensar sua forma de trabalhar, já que a relação release/follow-up/repórter/jornais está próxima do fim. Não se pode mais ignorar o poder das redes sociais. Elas são o presente, são o futuro. Quem não se atualizar, corre o risco de ter o mesmo destino de Antonio, personagem citado no início do texto.

(Por: Agrela)

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