Mar 4th
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BBC quer reduzir drasticamente orçamento de seu site

by Andressa Ferrer

Refletindo a má situação econômica Grã-Bretanha, um dos países que mais sofreram com a crise internacional iniciada em setembro de 2008, e as críticas que vem recebendo do setor privado, a BBC – British Broadcasting Corporation – está propondo uma redução de 25% da verba anual destinada a seu site até 2013.

Como parte de uma reestruturação total da emissora, uma das mais respeitadas do mundo, além do corte nos serviços online, a BBC vai fechar duas de suas estações de rádio e reduzir drasticamente os gastos com programas importados dos Estados Unidos.

As várias estações de rádio e emissoras de TV da corporação que transmitem para a própria Grã-Bretanha são financiadas por uma taxa, cobrada de todos que possuem aparelhos de TV. Isto representa anualmente o equivalente a mais de 5 bilhões de dólares. A BBC completa o seu orçamento com a produção de programas, que são vendidos para o mundo inteiro.

As concorrentes privadas da BBC reclamam que, por causa da crise, estão enfrentando sérias dificuldades, já que o mercado publicitário encolheu muito, o que não acontece com a corporação, que tem seu orçamento garantido pela chamada TV Licence. Mas, a emissora assegura que não está fazendo os cortes em resposta às críticas da iniciativa privada. Garante que seu objetivo é redirecionar cerca de 1 bilhão de dólares para melhorar a qualidade de sua programação, principalmente.

O diretor-geral da BBC, Mark Thompson, teria admitido que a corporação se tornou grande demais e precisa encolher para dar espaço aos seus concorrentes comerciais.Todas as propostas serão, agora, analisadas por um conselho, o BBC Trust.

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Dec 10th
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Usuário sai ganhando na parceria do Google com New York Times e Washington Post

by Maya Santana

Em uma parceria que surpreendeu o mercado, três gigantes da comunicação – Google, The New York Times e The Washington Post – se uniram em uma iniciativa que vai tornar mais fácil para o usuário acompanhar o noticiário online , inclusive as notícias que estão sendo atualizadas.

 Living Stories  é o nome do projeto que, para facilitar a leitura, cria uma página para cada assunto. Em seu blog oficial, o Google explica que a idéia é unificar a cobertura em uma página simples e dinâmica, que será atualizada periodicamente, à medida que a notícia evoluir.

A união dos três causou surpresa, porque parte da imprensa americana vem travando uma verdadeira guerra com o Google, acusado pela mídia impressa de dar acesso gratuito aos seus usuários a notícias e reportagens publicadas em sites pagos. Martin Nisenholtz, do New York Times, garantiu, no entanto, que o relacionamento do jornal com o maior site de buscas da internet é o melhor possível. “Temos uma relação muito bem sucedida”, disse ele.

O mesmo não se pode dizer de outros diários americanos, como o importante Wall Street Journal. O jornal pertence à News Corp., do magnata nascido na Austrália, mas naturalizado americano, Rupert Murdoch. Indignado com a atuação do Google, o empresário, um dos homens mais poderosos do mundo, chegou a ameaçar bloquear o acesso do Google a seus muitos meios de comunicação.

O supervisor do projeto, Josh Cohen, afirmou que o Google não vai pagar ao New York Times nem ao Washington Post pelo conteúdo que fornecerem. Ele disse também que, no momento, o projeto não prevê a venda de publicidade no serviço.

Conheça mais detalhes do projeto envolvendo Google, NYTimes e Washington Post, no vídeo:

 

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Dec 8th
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Segurança para crianças na internet será obrigatório no currículo britânico

by Maya Santana

children-computer

O Reino Unido – constituído de Inglaterra, Escócia, País de Gales e a Irlanda do Norte – tomou uma medida inédita no mundo: tornou obrigatório no currículo, a partir de 2011, aulas para ensinar às crianças a usar a internet com segurança. Os alunos vão receber instruções para não exporem dados de sua vida pessoal em redes sociais, para bloquear mensagens indesejadas e para denunciar qualquer suspeita a uma pessoa de confiança, ao professor ou à polícia. 

O governo pretende fazer uma campanha maciça já a partir do ano que vem, em preparação para 2011, quando a decisão será posta em prática. O conjunto de medidas, uma espécie de código de conduta, para conter a pedofilia e outros riscos aos quais as crianças ficam sujeitas usando a web, foi elaborado por um novo organismo criado em Londres, o Conselho para a Segurança da Criança na Internet (Council on Child Internet Safety), formado por 140 organizações, públicas e privadas, entre elas o Google, Microsoft e Facebook. 

Um porta-voz do Google disse que a maior parte dos sites do grupo já tem certos tipos de controle que “ajudam os usuários a lidar com suas informações pessoais, bloquear ou denunciar contatos indesejáveis.” Ele também disse que o Google dá todo apoio à campanha educacional, que “ é uma nova maneira de disseminar informação e de lembrar aos jovens como usar a internet com segurança.” 

Uma pesquisa realizada pela organização Beatbullying, no mês passado, com mais de dois mil jovens, mostrou que 57% deles sofreram algum tipo de assédio enquanto usavam o Windows Live Messenger.

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Nov 18th
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Jornalismo cidadão ganha com Youtube Direct

by Maya Santana

Cada vez mais pessoas comuns vão poder participar do jornalismo feito por meios de comunicação como tv online e sites que utilizam videos. Isso, graças a um novo serviço que o Youtube acaba de lançar: o Youtube Direct tem como objetivo incentivar o chamado “jornalismo cidadão”, permitindo que vídeos feitos por usuários possam ser utilizados na programação jornalística, sem qualquer custo para a empresa.

No caso de catástrofes naturais ou acidentes, muitas vezes, pessoas comuns que estão mais perto do local chegam antes dos repórteres, fotógrafos ou cinegrafistas, e conseguem obter imagens únicas. Este material, agora, estará à disposição das organizações jornalísticas.

A novidade já está sendo testada por alguns veículos de comunicação americanos. A idéia é valorizar o trabalho dos usuários, de forma que eles postem os seus vídeos diretamente nos sites cadastrados. Depois de publicadas, as imagens também ficarão disponíveis no YouTube, mas terão link para o site onde foram veiculadas.

No vídeo, todas as dicas sobre como usar essa nova ferramenta do Youtube:

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Jul 1st
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YouTube ensina como fazer jornalismo

by Paula Cohn

Para aqueles que estão se questionando sobre os rumos do jornalismo no Brasil com o fim da obrigatoriedade do diploma universitário na área, o anúncio do lançamento do Reporter’s Center, novo canal do YouTube, joga mais lenha na fogueira. Basicamente, o espaço tem como missão ajudar qualquer pessoa a produzir notícias.

Para tanto, o Reporter’s Center reúne vídeos com sugestões e dicas de jornalistas do Washington Post, New York Times, Associated Press, Bloomberg e CBS, entre outros. Os vídeos ensinam ainda técnicas de coberturas em situações de crise, como guerras e missões humanitárias. É possível ainda participar do canal postando filmagens próprias.

Independente de discussões sobre o real potencial educacional da iniciativa, vale conferir as lições sobre como registrar um furo de reportagem com o uso do celular ou aumentar a audiência de seus vídeos a partir de outras redes sociais.

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Mar 30th
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O jornalismo morreu?

by Daniel Agrela

newspapersA questão é bem polêmica? É. Por isso ela deve deixar de existir? Não.

É manchete do Comunique-se do último fim de semana uma reportagem sobre o futuro do jornalismo. Tudo bem que essa é uma discussão antiga, mas ela se faz cada vez mais necessária a partir da popularização das redes colaborativas na Internet. Vale a pena ler e refletir.

COM CRISE DA IMPRENSA, PROFISSIONAIS QUESTIONAM FUTURO DO JORNALISMO

André Rosa, de São Paulo

Entusiasta dos modelos de colaboração na Internet, o jornalista e diretor da The Information Company nos EUA Pedro Augusto Costa publicou, no site InvestNews, um artigo sobre a sustentabilidade financeira da Wikipedia. Antes, tratou de convidar usuários do site Wikimedia no Brasil, para corrigir e ajustar o texto.

Cerca de 30 colaboradores o ajudaram a aprimorar o conteúdo do artigo – que, em um dos trechos, afirma: a Wikipedia, reunindo conhecimento de forma prática e ágil, está tomando o lugar dos jornais. “Todo mundo gera conteúdo e compete com você, e essa mudança está vindo de uma forma muito rápida”, complementa Costa, profissional acostumado a “separar o joio do trigo” há 30 anos.

Nesse cenário onde artigos sobre ciência, economia ou tecnologia podem ficar melhores se escritos a várias mãos, em uma conversa onde leitores e espectadores participam da produção editorial, qual o papel de quem está acostumado a filtrar o que interessa? “E pra que esse profissional?”, devolve Costa, questionando a necessidade do jornalista.

“Se todo mundo está convidado a ser jornalista, as pessoas ainda vão precisar de alguém que escolha suas notícias? Será que existirão repórteres daqui a cinco, seis anos? O jornalismo é uma atividade muito bonita para ficar apenas nas mãos dos jornalistas”, provoca.

Outras vozes

O debate sobre o futuro do jornalismo aumentou nas últimas semanas, coincidindo com as notícias sobre a crise nos jornais impressos, sobretudo nos EUA. Discurso similar ao de Pedro Costa, sobre a falta de otimismo da imprensa norte-americana, tem o colunista de O Estado de S. Paulo Pedro Doria.

Seu ponto de vista, que rendeu 140 manifestações em seu blog, Doria lembra que os números indicam aumento na circulação de jornais, mas por uma conjuntura econômica. Isso quer dizer, em suas palavras, que “os grandes grupos de mídia brasileiros têm mais tempo do que os norte-americanos para enfrentar as mudanças que já estão acontecendo”.

Pedro Costa lembra que, diante desse impacto, a imprensa ainda não encontrou um modelo viável para pagar seus custos. “A mídia sabia que isso aconteceria e não fez nada para mudar, não se preparou para este futuro. E ainda é impossível dizer qual a alternativa para isso”, conclui. Para Doria, três modelos estão sendo analisados: a publicidade, a existência de fundações mantenedoras e doações do público.

Autor do blog de sugestivo nome “O Jornalismo Morreu!”, o professor do curso de Comunicação do Centro Universitário Una Jorge Rocha convidou jornalistas para analisar este panorama. Ao final, uma pergunta permanece sem resposta: “então, a partir daqui, para onde é que nós vamos?”.

Entre tantas incertezas, a constatação de Pedro Costa é: “precisamos nos adaptar”.

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Jan 8th
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A Guerra e o You Tube

by

‘Em época de guerra, a primeira vítima é sempre a verdade’. Essa famosa frase se faz cada vez mais atual, principalmente, durante períodos de conflito. Iniciados no fim de 2008, os casos mais recentes são os ataques terrestres e aéreos ocorridos na Faixa de Gaza. Até agora, o número de mortos passa de 700 e não há sinal de trégua entre o grupo islâmico Hamas e Israel.

Paralelo ao conflito, outra guerra também acontece: a da informação. Um verdadeiro bombardeio de notícias chega minuto a minuto por meio dos veículos de comunicação, um resultado fruto do trabalho dos bravos jornalistas que encaram os perigos direto do front. Só que essa forma de comunicação está mudando.

Desde a famosa cobertura realizada pela CNN durante a Guerra do Golfo (1990), a primeira da história com transmissão ao vivo, a velocidade da notícia e a maneira como ela é veiculada têm sofrido constantes mudanças. Isso porque com o advento da Internet vieram também os blogs, as páginas de relacionamento e os sites para postagem de vídeos. Todas essas ferramentas têm sido utilizadas de forma plena, não só por profissionais de imprensa, mas também por quem está diretamente envolvido e sofre os efeitos de uma guerra.

Voltando um pouco no tempo, um fato que causou enorme repercussão foi a divulgação de um vídeo no qual Saddam Hussein fora executado, em dezembro de 2006. O arquivo teria sido gravado por uma das testemunhas do ato por meio de um celular. O vídeo caiu na rede 24 horas após sua morte e ainda circula na Web.

Isso só é possível porque, com as facilidades oferecidas pela tecnologia, ficou muito fácil gravar um vídeo pelo celular e postá-lo na Web. O You Tube, o mais popular do gênero e que permite aos usuários carregar e compartilhar vídeos em formato digital, tem recebido constantes atualizações diretas de Gaza.

O próprio governo de Israel criou um canal no site como uma forma de ‘contribuir para levar a mensagem do País ao mundo’, segundo as Forças de Defesa.

http://www.youtube.com/watch?v=bHNk6eBw3ME&feature=channel_page

Essa nova forma de comunicação é uma tendência que não será mais revertida. Ela será sempre melhorada, fazendo com que em pouco tempo os jornalistas percam cada vez mais a exclusividade de serem os intermediários da notícia.

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