Feb 23rd
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Brasil é o primeiro em lixo eletrônico

by Cássia Rodrigues

O programa da Onu para o meio ambiente, PNUD, divulgou informações que deveriam fazer os brasileiros pensar duas vezes antes de descartar o chamado lixo eletrônico: somos o país que mais produz este tipo de lixo. Todo ano o Brasil joga fora quase 100 mil toneladas métricas de computadores, impressoras e outros. Em números absolutos, a China descarta mais, mas proporcionalmente à população o Brasil é o campeão. Em média, cada brasileiro dispõe de meio quilo deste tipo de lixo.

O documento da ONU mostra que o pior é que o assunto não é discutido pelos fabricantes dos aparelhos e o país não tem sequer uma política para lidar com o lixo. Ou seja, há entulho eletrônico por todo lado, muitas vezes jogados a céu aberto.

Neste campeonato negativo, o Brasil também ocupa o primeiro lugar entre os emergentes que mais se desfaz de geladeiras por pessoa por ano e está entre os campões quando se trata de se livrar de celulares, aparelhos de televisão e impressoras.

De acordo com o estudo da ONU, 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico são produzidas anualmente no mundo. Uma boa quantidade é de responsabilidade dos países ricos. Só a Europa seria responsável por um quarto desse lixo.

O que mais preocupa, no entanto, é que o problema está crescendo rapidamente em países que sequer têm estratégia para lidar com a questão. Com isso, material muitas vezes perigoso é jogado fora em qualquer lugar, sem os cuidados necessários.

Para Achim Steiner, diretor-executivo do Pnuma, citado pelo jornal O Estado de São Paulo, Brasil, México, Índia e China serão os países mais afetados pelo lixo, enfrentando “crescentes danos ambientais e problemas de saúde pública”.

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Feb 20th
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Brasil na mira de organização antipirataria

by Maya Santana


Apesar de os números no Brasil terem melhorado um pouco, os americanos não dão trégua aos brasileiros quando o assunto é pirataria. Agora mesmo está sendo divulgado que a organização responsável pela concessão de patentes nos Estados Unidos, a International Intellectual Property Alliance (IIPA) vai tornar pública, em abril, a lista dos países que o governo Obama deve ficar de olho, por não resguardar os direitos de propriedade intelectual de empresas americanas. A organização está recomendando que o Brasil faça parte da lista.

Os que combatem a pirataria acusam o Brasil (e o Paraguai aqui do lado) de falsificar tudo o que é “falsificável”: de bolsas de grife, passando por bebidas, etiqueta de roupas, perfumes e remédios. Mas um dos setores que têm mais chamado atenção é o de softwares.

De acordo com o documento elaborado pela IIPA, o Brasil é o sexto país mais populoso do mundo e o sétimo em termos de número de usuários da internet – cerca de 68 milhões, o que representa 35% da população do país. “A indústria fonográfica diz que o crime mais comum, hoje, na internet é a pirataria musical”, afirma o documento, acrescentando: “Todo ano, mais de 1,7 bilhão de músicas são baixadas ilegalmente da rede. O país tem quase 3 milhões de pessoas que fazem isso.”

Em 2008, o Brasil registrou um prejuízo de US$ 1,645 bilhão com o comércio ilegal de softwares e contabilizou uma taxa de 58% de pirataria. Mesmo sendo a mais baixa da América Latina, é maior que a média mundial (41%), segundo a Business Software Aliance.

Um ano depois, em 2009,  a apreensão de CDs de software pirata diminuiu no país. Foram apreendidos 1,13 milhão de CDs piratas no Brasil em 2009, contra 1,6 milhão em 2008. A redução se deveu, segundo  a Associação Brasileira de Empresas de Software (Abes), à migração do crime para a internet.

Para a IIPA – organização privada formada por sete associações dos Estados Unidos,  representando mais de 1.900 produtores de conteúdo e material protegido por leis de propriedade intelectual -, o Brasil precisa com urgência tomar certas medidas para conter a pirataria, entre outras,  aumentar as ações policiais antipirataria, promover a criação e formação de forças-tarefa locais e vigiar a fronteira com o Paraguai.

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Feb 12th
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Grã-Bretanha quer celular mais seguro contra roubo

by Cássia Rodrigues

O governo da Grã-Bretanha está pedindo às fabricantes de telefone celular que tornem os aparelhos mais seguros, de forma a dificultar os roubos, cada vez mais corriqueiros no país. Cerca de 2% dos britânicos que possuem celular registraram queixa de roubo na polícia, nos últimos meses. Por hora, são 228 aparelhos roubados no país.

O ministro responsável pela prevenção de crimes, Alain Campbell, disse que esta é uma grande oportunidade de as empresas desenvolverem uma nova tecnologia que poderá ser adotada por usuários do mundo inteiro, já que o problema não se restringe à Grã-Bretanha. “As empresas fabricantes têm uma responsabilidade que vai além do lucro que obtêm na venda dos aparelhos. Elas têm a responsabilidade social e corporativa de combater este tipo de crime” , afirmou ele.

O ministro fez um paralelo entre o roubo de carro e de celulares. Ele lembrou que, graças às pressões do governo, a indústria automobilística adotou inovações que ajudaram a reduzir os roubos em 60% nos últimos 10 anos.

No Brasil, pelo menos um milhão de aparelhos são roubados por ano, segundo dados oficiais. Como nem todo mundo registra queixa quando o celular desaparece, calcula-se que os números reais sejam bem maiores. Tanto assim que foi lançada no mês passado uma campanha nacional pela Secretaria de Direito Econômico, do Ministério da Justiça, para combater o comércio de aparelhos roubados no país.

O interessante é que o apelo às fabricantes feito pela Grã-Bretanha coincide com um concurso lançado pelo governo para ver quem tem as melhores idéias de mecanismos que podem ser adotados para tornar os celulares mais seguros. Entre as sugestões apresentadas está a da instalação de um alarme que toca toda vez que o proprietário se distancia muito do celular e trava as teclas.

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Feb 8th
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Brasileiro só perde para sul-africano na conta de celular

by Paula Cohn


Os impostos cobrados pelo governo, somados ao valor alto das tarifas estabelecidas pelas operadoras quando as chamadas são para usuários das concorrentes, tornam a tarifa de celular no Brasil a segunda mais cara do mundo, atrás apenas da África do Sul. A diferença nos preços cobrados ao consumidor pelas operadoras nos diversos países foi divulgado pela consultoria internacional Bernstein Research.

De acordo com a consultoria, o brasileiro paga em média R $ 0,45 por minuto nas chamadas locais de celulares da mesma operadora. Esse valor chega a superar R$ 1 quando a chamada é feita para um número de qualquer operadora concorrente. Isto representa quatro vezes mais do que paga um consumidor americano.

O Brasil tem cerca de 170 milhões de celulares para uma população de pouco mais 190 milhões de habitantes. O que significa que nove em cada 10 brasileiros têm celulares. Um outro estudo, que acaba de ser divulgado pela TNS International Research, mostra 70% dos brasileiros têm a intenção de comprar ou trocar o celular nos próximos seis meses, pagando em média quase 300 dólares por aparelho. Smartphones, aplicativos e banda larga 3G serão as grandes estrelas de 2010.

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Dec 24th
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Banda larga caríssima dificulta inclusão digital no Brasil

by Maya Santana

Inclusão digital

É inacreditável! Para ter acesso à banda larga, nós brasileiros pagamos 24 vezes mais caro do que uma pessoa que reside nos Estados Unidos. E 9,6 vezes mais do que os moradores do Japão. Os dados são de uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Ipea, e mostram claramente porque no Brasil, país com quase 200 milhões de habitantes, menos de 60 milhões têm acesso à rede, como revelou pesquisa recente do IBGE.

“O Brasil possui 10,1 milhões de acessos fixos de banda larga – uma densidade de 5,8 acessos por 100 habitantes; por tais acessos paga-se um valor médio mensal de R$ 162. Do total, 66% têm velocidade contratada abaixo de 1 Mbps e, destes, dois terços têm velocidade abaixo de 256 kbps” – diz o estudo do Ipea, fundação pública federal ligada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. 

Como o Brasil é membro da OCDE, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o estudo faz uma comparação com a densidade média dos seus 37 membros, mostrando que ainda estamos muito, muito para trás: 22,4 acessos por 100 habitantes, com valor médio do equivalente a cerca de R$40,00 mensais por acesso. 

O preço é um dos grandes inimigos da popularização da internet. Segundo o documento do Ipea,  o mercado de serviços de acesso fixo de banda larga, dependente da estrutura de telefonia fixa, é formado por duas ou três prestadoras de serviços nas capitais e em grandes municípios.

Nos demais municípios, o serviço se caracteriza por um regime de monopólio operado pela concessionária do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC). Mas, não é só o preço que se choca de frente com os planos do governo federal de promover a inclusão digital no Brasil: a qualidade do serviço, a cobertura e a velocidade também estão muito aquém de outros países.

Para ler o texto completo de “Banda Larga no Brasil – Por que ainda não decolamos?”,  escrito por  Rodrigo Abdala F. de Souza, João Maria de Oliveira, Luis Claudio Kubota e Márcio Wohlers de Almeida,  acesse http://www.ipea.gov.br/default.jsp

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Dec 22nd
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Facebook tenta acabar com domínio do Orkut no Brasil

by Daniel Agrela

facebook-orkutO Facebook bem que tenta, mas ainda não conseguiu desbancar o Orkut na preferência dos brasileiros. De acordo com o Mapa Mundial da Rede Social, divulgado pela Alexa e Google Trends, o Orkut predomina em número de usuários, cujo total é de 26 milhões no Brasil. 

Mesmo assim, o Yahoo tenta – à mineira – acabar com o domínio do Google no Pais. Em setembro, o Facebook – após ser traduzido para o português – viu seu número de usuários brasileiros passar de 2,7 milhões para 5,3 milhões, segundo levantamento da consultoria Ibope Nielsen Online.

Para conquistar usuários, o Facebook tenta oferecer um pouco dos recursos do Twitter, Orkut e You Tube. Além, é claro, dos inúmeros joguinhos que estão virando uma febre no mundo todo. Quem nunca recebeu convite para ser vizinho de algum amigo no Farmville?       

Essas novidades fizeram o Orkut se mexer. Tanto que depois de alguns anos o Google decidiu mudar o layout de sua rede social, mas o resultado não foi o esperado. Ainda em versão de testes, a nova cara do Orkut é alvo constante de críticas por parte de seus usuários, que a classificam como lenta e identica ao Facebook.

E ao olhar o mapa abaixo (clique na imagem para aumentar)  fica claro que o objetivo do Facebook, no melhor estilo War, é conquistar o Brasil, um grande mercado que o Yahoo ainda não domina. É, essa briga tende a esquentar.

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Dec 12th
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Menos de 60 milhões têm acesso à internet no Brasil. É o que revela pesquisa feita pelo IBGE

by Maya Santana

Internet

O Brasil tem quase  60 milhões de usuários da internet – 56 milhões em 2008 -, pessoas com idade acima de 10 anos. O dado, registrado na mais recente Pesquisa Nacional por Amostra  Domicílios( Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), significa que, entre 2005 e 2008, houve um aumento de 75,3% no número de pessoas com acesso à rede.  As lan houses foram apontadas como o segundo lugar onde mais se acessou a web no país, depois das próprias residências e na frente do local de trabalho. 

As desigualdades entre as várias regiões brasileiras ainda persistem e ficaram nítidas na pesquisa do IBGE: no Sudeste, as casas com computador e acesso à internet passaram de 27,3% em 2007 para 31,5% em 2008. Na Região Centro-Oeste, de 18,5% para 23,5%. Na Região Sul, passaram de 24% a 28,6%. Na Região Norte, os domicílios com computador e acesso à internet foram de 8,3% em 2007 para 10,6% em 2008; e na Região Nordeste, de 8,8% para 11,6%. A cidade onde ocorreu o maior crescimento foi Brasília. O estado mais atrasado na corrida digital é o Piauí. 

Ao se examinar a pesquisa, outro aspecto que chama a atenção é que uma enorme parcela da população brasileira ainda está excluída do programa de inclusão digital . De acordo com dados do IBGE, 104,7 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade não acessaram a internet no Brasil nos três meses anteriores à entrevista no ano passado. O que equivale a 65,2% dos brasileiros naquela faixa etária. Em 2005, 79,1% das pessoas não acessavam a internet. 

Cimar Azeredo, gerente da Pnad, acha que ainda falta muito para que o Brasil possa realmente comemorar o avanço da internet no país:  ”Não se discute que a melhora de 2005 para 2008 é fantástica, mas ainda tem todo um caminho para se percorrer, reduzindo a desigualdade de renda e aumentando a escolaridade da população”, afirma.

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