Jan 3rd
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Volta a ganhar força polêmica sobre perigo para o cérebro da radiação emitida pelo telefone celular

by Maya Santana

cellphoneuse

Um assunto controvertido volta ao noticiário com a decisão de uma deputada do estado  americano do Maine de apresentar um projeto de lei que, se aprovado, obrigará empresas fabricantes de  telefone celular a publicar advertência na embalagem alertando para a possibilidade de o usuário a desenvolver câncer no cérebro. 

Alguns estudos, como o divulgado em agosto do ano passado pela EM Radiation Research TrustCelulares e tumores cerebrais: 15 razões para se preocupar” – chamam a atenção para a probabilidade de a radiação emitida pelo celular causar danos irreversíveis ao cérebro.  

Mas, a Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão da ONU, assim como o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos já se manifestaram dizendo que não há estudos conclusivos a respeito dos efeitos do telefone celular sobre a saúde humana. Ambas as instituições afirmam que é preciso se pesquisar mais para qualquer análise definitiva. 

Em outubro, o jornal britânico Daily Telegraph publicou um artigo dizendo que pesquisas que estão sendo feitos pela OMS vão mostrar que pessoas que usam celular mais de 10 anos correm risco de desenvolver câncer no cérebro.  

De acordo com o New York Times, o prefeito de São Francisco, Gavin Newsom, planeja tomar medidas este ano para garantir que, na cidade, as embalagens de telefone celular informem a quantidade de radiação que cada aparelho emite. 

Estima-se que perto de 280 milhões de americanos usem telefone celular. Se o projeto da deputada democrata Andréa M. Boland passar, o Maine será o primeiro dos 50 estados que compõem a nação americana a ter na embalagem dos aparelhos a advertência, nos mesmos moldes da que vem estampada nos maços de cigarro.

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Dec 4th
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Como a tecnologia está afetando o nosso cérebro

by Maya Santana

Embora breve, muito interessante a entrevista concedida ao caderno Link, do Estadão, pelo neurocientista americano Gary Small, autor do best seller “iBrain”, ainda não lançado no Brasil. O assunto tratado na entrevista não poderia ser mais intrigante: como o nosso cérebro está sendo afetado pelo computador e pela internet.

O especialista começa explicando o que foi que o levou a escrever o livro. “Passei minha carreira desenvolvendo tecnologias para estudar o cérebro à medida que envelhece. Fiquei impressionado como as novas tecnologias, em especial, a internet, têm um efeito profundo em nossas vidas. Gostaria de saber qual o efeito delas no cérebro”, afirma ele.

Quando perguntado como a internet melhora a inteligência das pessoas, o neurocientista explicou que “ela, de certa forma, cria uma extensão da memória biológica – temos um ‘HD externo’ com imensa quantidade de informações acessível a qualquer momento. Sacrificamos a profundidade pela amplitude.” Os aspectos positivos disso, segundo ele, “são a possibilidade de se relacionar e colaborar em rede e o acesso instantâneo à informação. Os negativos incluem o comprometimento da atenção e a dependência da tecnologia.

E Como será o cérebro no futuro?  – perguntou o repórter Bruno Galo, autor da entrevista.  A resposta de Gary Small faz a gente pensar: “Prevejo que vamos ter implantes de micro-chip no cérebro que nos ligarão a internet e a discos rígidos externos. Não vamos mais usar mouse e teclado. Vamos pensar em algo e instantaneamente isso vai acontecer.”

No vídeo, uma das muitas ocasiões nas quais Gary Small falou sobre como a mente vem sendo afetada pela tecnologia:

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Nov 23rd
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Intel anuncia chip que controla a mente

by Maya Santana

imagemVocê já imaginou se pudesse operar aparelhos – ligar, desligar, trocar de canal, procurar endereço na internet, etc. - usando apenas o seu pensamento? Ficção científica? Até agora parecia que sim. A Intel acaba de anunciar que seus pesquisadores estão trabalhando para criar, dentro dos próximos 10 anos, um chip que, implantado no cérebro humano, permitirá à pessoa controlar computadores, aparelhos de tv e celulares utilizando o poder da mente.

 

Os pesquisadores da gigante americana estão estudando como o cérebro humano age quando pensa. Cientistas já sabem que o cérebro das pessoas reage de maneira parecida quando se pede que pensem em um determinado animal, por exemplo. Através de sensores capazes de detectar esse tipo de atividade cerebral, a Intel acredita que poderá criar um sistema com a leitura e a tradução do que a mente pensa, graças ao chip que está pesquisando.

Dean Pomerleau, pesquisador da Intel, explicou que “estamos tentando provar que se pode fazer coisas interessantes com as ondas cerebrais.” O pesquisador está convicto de que as pessoas vão acabar se acostumando com a idéia do implante do chip, diante dos benefícios que poderá trazer.

Muita gente, na verdade, já se diz disposta a passar pela experiência do implante. Nos Estados Unidos, uma pesquisa realizada há cerca de dois, com quase 10 mil pessoas, mostrou que um em cada dez americanos aceitaria ter um chip implantado em seu cérebro para navegar na internet.

Não é só a Intel que desenvolve projeto nessa área. Um dos mais conhecidos é o da japonesa Toyota, que trabalha em uma cadeira de rodas movida por frequências cerebrais.

Muitos cientistas, no entanto, acham que a humanidade vai precisar de muito mais tempo para desvendar os mistérios do pensamento. Em uma entrevista ao Link, do Estadão, o cientista e futurista americano Ray Kurzweil especula que levará pelo menos 35 anos para que seja conhecida a capacidade total do cérebro.

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