Divergências do governo da China com o Google já afetam relações do gigante asiático com os EUA
by Mônica Ferreira
Os desentendimentos começaram no final do ano passado, quando e-mails de ativistas de direitos humanos na China foram violados por rackers, aparentemente a serviço do governo chinês.
O Google, responsável pelo serviço, não gostou da ação do governo da China, até porque já havia aceitado, a contragosto, as restrições impostas para operar no país. Por exemplo, certos assuntos, como qualquer menção a direitos humanos, são censurados. Os chineses também não têm acesso ao Facebook, Twitter ou Youtube.
O governo de Pequim reagiu dizendo que se a empresa americana quer atuar na China tem que seguir as leis do país. Em consequência do impasse, o Google ameaça encerrar seus negócios na China, onde se instalou em 2006.
É aí que o governo americano resolveu entrar na disputa. Esta semana, num discurso que irritou a cúpula do governo chinês, a Secretária de Estado Hilary Clinton citou abertamente a China, conclamando as empresas de tecnologia americanas a não aceitar qualquer censura ao livre fluxo de informações na internet. Hilary mostrou claramente que o governo Barak Obama não está satisfeito com a atitude da China no episódio.
Os chineses responderam, afirmando que as acusações de Hilary não têm base e acusaram o Google de ter se transformado em instrumento político do governo Obama.
Além do estrago nas relações entre as duas maiores potências do planeta, se deixar mesmo a China, o Google, estará fora do maior mercado online do mundo, com mais de 350 milhões de usuários.


