Jan 23rd
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Divergências do governo da China com o Google já afetam relações do gigante asiático com os EUA

by Mônica Ferreira

China Google

Os desentendimentos começaram no final do ano passado, quando e-mails de ativistas de direitos humanos na China foram violados por rackers, aparentemente a serviço do governo chinês. 

O Google, responsável pelo serviço, não gostou da ação do governo da China, até porque já havia aceitado, a contragosto, as restrições impostas para operar no país. Por exemplo, certos assuntos, como qualquer menção a direitos humanos, são censurados. Os chineses também não têm acesso ao Facebook, Twitter ou Youtube. 

O governo de Pequim reagiu dizendo que se a empresa americana quer atuar na China tem que seguir as leis do país. Em consequência do impasse, o Google ameaça encerrar seus negócios na China, onde se instalou em 2006. 

É aí que o governo americano resolveu entrar na disputa. Esta semana, num discurso que irritou a cúpula do governo chinês, a Secretária de Estado Hilary Clinton citou abertamente a China, conclamando as empresas de tecnologia americanas a não aceitar qualquer censura ao livre fluxo de informações na internet. Hilary mostrou claramente que o governo Barak Obama não está satisfeito com a atitude da China no episódio. 

Os chineses responderam, afirmando que as acusações de Hilary não têm base e acusaram o Google de ter se transformado em instrumento político do governo Obama. 

Além do estrago nas relações entre as duas maiores potências do planeta, se deixar mesmo a China, o Google, estará fora do maior mercado online do mundo, com mais de 350 milhões de usuários.

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