Numa medida que visa a desburocratizar o casamento, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou o projeto do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) que autoriza noivos a apresentar ao oficial de Justiça, pela internet, o requerimento de habilitação para casamento.
A aprovação pela CCJ não significa que o projeto já vai entrar em vigor. Agora, ele será submetido à Câmara. Quando sancionado, a lei passa a vigorar 180 dias depois da publicação oficial, para dar tempo aos cartórios de se adaptarem às mudanças.
O objetivo do projeto é facilitar a vida de quem quer se casar, tornando o processo mais ágil e menos desgastante para os noivos. O processo é possível desde que haja o credenciamento antecipado no Judiciário da assinatura eletrônica dos requerentes.
Click no vídeo abaixo para ver como a internet já está sendo utilizada para unir as pessoas:
Apesar do movimento de turistas, a estátua do Cristo, monumento mais visitado do Brasil, a 709 metros acima do nível do mar, está cercada de andaimes. Vai permanecer assim nos próximos três meses para reformas, orçadas em 7 milhões de reais. Uma das novidades do projeto de reforma é que ele prevê a instalação de câmeras no local, para a transmissão de missas e de outros eventos em tempo real, na internet.
Instalado no alto do Morro do Corcovado, no bairro Cosme Velho, no Rio de Janeiro, o monumento, criado pelo francês Paul Landowski, em 1831, recebe uma média de 1,8 milhão de visitantes por ano, a vasta maioria deles constituída de estrangeiros. O monumento símbolo do Rio de Janeiro foi eleito no ano passado uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.
O cartão postal do Rio será totalmente restaurado: vai receber pastilhas de pedra sabão novas, terá os desgastes da cabeça e das mãos corrigidos, sua capelinha será renovada, as estruturas enferrujadas vão ser substituídas; rachaduras e infiltrações serão recuperadas. Mesmo com os andaimes de 40 metros em torno da estátua, leigos e religiosos continuam visitando o local.
“Teremos um sistema de câmeras que mostrará ao vivo, no site da Arquidiocese, tudo que acontece no Cristo”, explicou o reitor do santuário, padre Omar Raposo, citado pelo jornal O Globo. Segundo o religioso, com a reforma, “queremos criar um ambiente de acolhimento aos visitantes, mostrando que estamos mesmo de braços abertos.”
A mais bem sucedida das redes sociais quase duplicou o seu número de visitantes únicos, ou seja, o número de pessoas diferentes que acessaram seu site, em um ano. Contando as visitas repetidas, o Facebook, criado em 2004, tornou-se o maior site dos Estados Unidos em número de acessos, ultrapassando o gigante das buscas, Google. Em dezembro de 2009, a rede social registrava um total de 350 milhões usuários – um quinto de toda a população mundial com acesso à internet.
Para Fábio Bito Teles, especialista em Redes Sociais da empresa Talk Interactive, são várias as razões que levaram o Facebook a cair no gosto dos usuários. Uma delas está na promoção de conectividade, ligação, entre as pessoas de forma pratica. As atualizações dos contatos de um usuário são exibidas já na página inicial.
Outro motivo está na crescente oferta de aplicativos de excelente qualidadeque funcionam paralelamente com a ferramenta, como os social games – Mafia, Wars e Farmville -, integração com o Twitter e outras redes digitais.
Segundo Fábio, no caso do Brasil, muitos usuários optaram pelo Facebook após a massificação e banalização do Orkut, se aproveitando inclusive da barreira lingüística que havia até 2009. Era uma alternativa para internautas mais exigentes, que queriam fazer parte de um produto mais globalizado do que o Orkut, com usuários predominantemente indianos e brasileiros).
Apesar deste crescimento e da boa qualidade do sistema, no entanto, o Facebook já experimenta alguns pontos negativos, explica o especialista da Talk Interactive. Nos EUA, alguns jornais chegam a falar do Facebook como “cidade fantasma”, com usuários abandonando a ferramenta pelo excesso de informações que julgam irrelevantes, uma suposta aproximação do Facebook com o MySpace.
No Brasil, analisa Fábio, o grande problema, além da popularização gigantesca, está no uso abusivo das ferramentas de compartilhamento e gratificação, que terminam dificultando o uso básico da rede. Mesmo assim, pode-se dizer com segurança o Facebook está longe de se tornar um fracasso.
O resultado de um estudo, iniciado pelo ministério do Interior da Grã-Bretanha há um ano, mostra que a total liberdade que muitas crianças e adolescentes têm para acessar conteúdo sexual na internet, no celular e de assistir esse tipo de programa na TV está distorcendo a imagem da mulher. Este comportamento, diz a pesquisa, reforça a idéia do sexo feminino como objeto feito para satisfazer o desejo sexual do homem. O estudo afirma que muito da violência doméstica está relacionada ao problema.
Segundo a psicóloga Linda Papadopoulos, que chefiou o trabalho, a exposição sexual da mulher na web e em outras midias vem “legitimando a ideia de que as mulheres existem para serem usadas e de que os homens existem para usá-las”.
O levantamento mostrou que 36% dos britânicos acham que, se for estuprada, a mulher deve ser parcialmente responsabilizada, caso esteja bêbada; o mesmo acham 26%, se a vítima estiver usando roupas sensuais. Outros dados importantes do estudo: uma em cada três adolescentes britânicas entre 13 e 17 anos já teve de fazer sexo contra a sua vontade, e 25% delas já sofreram algum tipo de violência física.
“Sexualização dos Jovens”, título dado ao estudo, faz uma série de recomendações para que os país ou responsáveis consigam reverter esse processo. Entre elas: acompanhar mais de perto como o jovem está usando a internet e o celular e impor limites, de forma a levá-lo a fazer uso mais construtivo das midias. O estudo também recomenda que as autoridades adotem medidas para acabar com esta banalização da sexualidade.
A internet está provocando tamanha mudança no mundo que duas instituições americanas tiveram a fantástica e trabalhosa idéia de entrevistar mais de 800 especialistas para saber como será a rede daqui a 10 anos, em 2020. Um total de 76% dos ouvidos desfez a crença de que a internet, com todas as facilidades que proporciona, acabará por tornar o ser humano menos inteligente. Os especialistas acreditam que, ao contrário, em uma década, a web e as ferramentas de buscas vão reforçar a inteligência humana.
A pesquisa foi feita por Pew Research Center´s Internet & American and Life Project e pela Imagining the Internet Center at Elon University. Sobre a afirmação do guru da TI Nicholas Carr – “ o Google nos `emburrece.” Pode, inclusive, baixar o QI (Quociente de Inteligência) de quem usa muito -, 76% disseram que o renomado especialista americano está errado. Para os especialistas, uma vez que as pessoas terão acesso à informação como nunca antes, elas se tornarão mais requintadas, adquirirão maior capacidade de raciocínio e, portanto, de escolha.
Reagindo ao resultado da pesquisa, Nicholas Carr respondeu que continua sustentando a sua tese: “Só acrescentaria que os efeitos da internet em nossa vida intelectual não será medido apenas pelos pontos do QI”, afirmou ele, completando: ”O que a internet faz é transferir a ênfase do que pode ser chamado de uma inteligência meditativa, contemplativa, para uma inteligência que tende a ser mais utilitária”.
Com relação ao excesso de informações que a internet oferece, Nicholas Carr nos obriga a refletir sobre sua observação: “O preço de ficar pulando de uma informação aqui, outra ali, outra lá, é a perda da nossa capacidade de pensar com profundidade.”
Se você quiser ver um bom resumo da pesquisa, pode acessar The News York Times
Apesar de os números no Brasil terem melhorado um pouco, os americanos não dão trégua aos brasileiros quando o assunto é pirataria. Agora mesmo está sendo divulgado que a organização responsável pela concessão de patentes nos Estados Unidos, a International Intellectual Property Alliance (IIPA) vai tornar pública, em abril, a lista dos países que o governo Obama deve ficar de olho, por não resguardar os direitos de propriedade intelectual de empresas americanas. A organização está recomendando que o Brasil faça parte da lista.
Os que combatem a pirataria acusam o Brasil (e o Paraguai aqui do lado) de falsificar tudo o que é “falsificável”: de bolsas de grife, passando por bebidas, etiqueta de roupas, perfumes e remédios. Mas um dos setores que têm mais chamado atenção é o de softwares.
De acordo com o documento elaborado pela IIPA, o Brasil é o sexto país mais populoso do mundo e o sétimo em termos de número de usuários da internet – cerca de 68 milhões, o que representa 35% da população do país. “A indústria fonográfica diz que o crime mais comum, hoje, na internet é a pirataria musical”, afirma o documento, acrescentando: “Todo ano, mais de 1,7 bilhão de músicas são baixadas ilegalmente da rede. O país tem quase 3 milhões de pessoas que fazem isso.”
Em 2008, o Brasil registrou um prejuízo de US$ 1,645 bilhão com o comércio ilegal de softwares e contabilizou uma taxa de 58% de pirataria. Mesmo sendo a mais baixa da América Latina, é maior que a média mundial (41%), segundo a Business Software Aliance.
Um ano depois, em 2009, a apreensão de CDs de software pirata diminuiu no país. Foram apreendidos 1,13 milhão de CDs piratas no Brasil em 2009, contra 1,6 milhão em 2008. A redução se deveu, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Software (Abes), à migração do crime para a internet.
Para a IIPA – organização privada formada por sete associações dos Estados Unidos, representando mais de 1.900 produtores de conteúdo e material protegido por leis de propriedade intelectual -, o Brasil precisa com urgência tomar certas medidas para conter a pirataria, entre outras, aumentar as ações policiais antipirataria, promover a criação e formação de forças-tarefa locais e vigiar a fronteira com o Paraguai.
A partir do mês que vem, pelo menos dois estados brasileiros – Rio e São Paulo – terão hospitais para tratamento de crianças e adolescentes viciados em internet. O jornal O Estado de São Paulo publicou, neste final de semana, reportagem de quase uma página sobre o drama vivido por aqueles jovens que não conseguem ficar longe da web. Em São Paulo, eles procuram tratamento no ambulatório do Hospital das Clínicas, o único na cidade que atende este tipo de paciente. E no Rio de Janeiro, a Santa Casa de Misericórdia está anunciando que começará a atender jovens que desenvolveram dependência da rede a partir de março.
O Estadão cita o médico Fábio Barbirato, 40 anos, chefe do departamento de psiquiatria da Santa Casa do Rio, para quem a compulsão que leva o jovem a ficar horas e horas em frente ao computador acessando a internet ”é algo tão grave quanto adultos viciados em jogo ou em álcool”.
Especialistas do Hospital das Clínicas prepararam oito questões que internautas devem responder para avaliar se se enquadram na categoria de viciados ou não.
Segundo os médicos, se você se identifica com pelo meno cinco dos itens abaixo deve procurar ajuda psicológica, porque pode estar fazendo uso abusivo da rede:
- Você tem preocupação excessiva com a internet?
- Tem necessidade de aumentar o tempo online para ter a mesma satisfação?
- Tem de fazer esforços para diminuir o tempo de uso da internet?
- Apresenta irritabilidade e/ou depressão?
- Apresenta instabilidade emocional quando o uso da internet é restringido?
- Permanece mais tempo conectado do que o programado?
- Tem o trabalho e as relações familiares e sociais em risco pelo uso excessivo?
- Mente para os outros a respeito da quantidade de horas conectadas?
Mais uma pesquisa realizada por uma empresa internacional, no caso a americana Symantec, ajuda a traçar o perfil do usuário de internet no Brasil. O estudo, com mais de 7 mil internautas de oito países – 4.687 adultos e 2.717 crianças - mostra que os brasileiros são os que mais procuram pornografia ( 55%) e informação (93%) na rede.Além do Brasil, os países pesquisados foram Estados Unidos, Grã-Bretanha, Austrália, Alemanha, França, China e Japão.
A China, país mais populoso do mundo, com seus cerca de 1 bilhão e 400 milhões de habitantes, vem em segundo lugar quando se trata de procurar conteúdo pornográfico na internet, com 51%; Os britânicos e alemães, com 35%, são os que, de acordo com a pesquisa da Symantec, menos buscam sexo na rede.
Os chineses também vêm depois dos brasileiros na busca de informação nos sites de notícias e blogs (91%). Neste item, a pesquisa aponta os japoneses em terceiro lugar (83%).
Um total de 77% dos adultos entrevistados no Brasil afirmaram terem feito amigos na internet. As crianças brasileiras também estão ligadas na rede: 74% das ouvidas pela pesquisa afirmaram que cultivam amizades online. O índice é menor apenas do que o da China (88%).
O estudo mostra ainda os brasileiros são os mais desconfiados na hora de enviar informações pessoais pela internet. Só 13% , por exemplo, disseram fornecer dados do cartão de crédito.
Um novo estudo feito pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Leeds, no norte da Inglaterra, mostra que o uso excessivo da internet pode levar à depressão. Estudando um total de 1.319 de casos de pessoas entre 16 e 51 anos, os psicólogos perceberam que aqueles que ficavam horas e horas na frente de um computador tinham cinco vez mais chances de se deprimir do que os que utilizavam a internet normalmente.
O que os autores do estudo não sabem dizer com certeza é se o vício pela internet é o causador da depressão. Dra. Catriona Morrisson, que coordenou a pesquisa, faz questão de deixar isso muito claro. “Nossa pesquisa indicou que o uso excessivo da internet está associado à depressão, mas o que não sabemos é o que vem primeiro – se as pessoas deprimidas são atraídas para a internet ou se a internet causa depressão”, afirma ela.
Dra. Catriona diz que é preciso estudos mais aprofundados para determinar a verdadeira causa da depressão. Segundo ela, “atualmente, a internet desempenha um papel enorme na vida moderna. Mas, seus benefícios são acompanhados de um lado mais sombrio.”
O resultado da pesquisa, no entanto, tem sido contestado. Um dos críticos mais contundentes é Vaughan Bell, do Departamento de Psiquiatria do King´s College, de Londres. Ele acha que os chamados viciados em internet são, na realidade, pessoas com problemas emocionais. “É verdade que existem pessoas deprimidas e ansiosas que passam muito tempo na internet, mas há casos similares de pessoas que assistem muita televisão, se enterram nos livros ou compram descontroladamente”, lembra ele.
Deve chegar aos cinemas no próximo outubro “The Social Network”, filme com direção de David Fincher, que conta a história da rede social Facebook, surgida em 2004, na prestigiosa Universidade de Harvard. Hoje, menos de seis anos depois, a rede contabiliza mais de 300 milhões de usuários. É de longe a de maior sucesso entre as muitas que surgiram nos últimos anos.
The Social Network terá Jesse Eisenberg, Justin Timberlake e Andrew Garfield nos principais papéis. Eles vão representar Mark Zuckerberg, fundador do Facebook,- Sean Parker, co-fundador do Napster – e Eduardo Saverin, co-fundador da rede social. O ator Joe Mazzello também integra o elenco milionário de “The Social Network”.
O filme, provavelmente liberado pela Columbia em meados de outubro, é baseado no livro “Milionários por acidente: a fundação do Facebook, uma história de sexo, dinheiro, genialidade e traição”, de Bem Bezrich. A obra mostra a trajetória e a separação de Mark Zuckerberg e Eduardo Saverin, os dois fundadores da rede social que se transformou em um dos maiores fenômenos da internet.
Orçado em quase 50 milhões de dólares, The Social Network tem roteiro de Aaron Sorkin e está sendo filmado desde o final do ano passado.
Tancredo Neves elegeu-se há 25 anos o primeiro presidente civil após a ditadura militar e ajudou a fundamentar o retorno pleno da democracia e da liberdade irrestrita de expressão…
Confira abaixo, o artigo escrito por Pedro Augusto Leite Costa para a Revista Imprensa.