Universidade japonesa cria robô jornalista
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Quando entrei na universidade o primeiro princípio que aprendi foi que o papel do jornalista é selecionar, contextualizar e informar, com qualidade, coerência e criatividade. Mas, você já imaginou esse papel tão próprio sendo realizado por uma máquina?
Pois é, esse futuro pode estar perto. Cientistas japoneses, da Universidade de Tóquio, desenvolveram um robô-jornalista capaz de realizar entrevistas, buscar informações na internet, julgar a relevância, escrever sobre o assunto e ainda publicá-lo em um site.
Dessa maneira, embora seja muito cedo para afirmar, os robôs substituiriam boa parte dos jornalistas, reduzindo ainda mais as já enxutas redações.
Em seu twitter, Charlie Catlett, diretor norte-americano dos Laboratórios Argonne National, especializado em pesquisas científicas e tecnológicas, mostrou-se otimista e satisfeito com o avanço das pesquisas japonesas. “Por combinar o mundo real e pesquisa na internet, o jornalista robô é um passo adiante com relação a outros sistemas automáticos. Espere algum tempo e robôs como esses poderão se tornar valiosos para a produção de notícias em toda parte”, comentou ele.
Tudo isso suscita em mim muitos questionamentos e apenas uma certeza: robôs – “jornalistas do futuro” – não irão reivindicar melhores salários, descanso semanal remunerado nem melhores condições de trabalho.



