Não é segredo para ninguém que o surgimento das mídias sociais tem beneficiado os jornalistas globalmente, pois além de oferecer a eles um mundo de informações a curto alcance, também facilitou o envio de notícias. Os repórteres da agência Reuters, por exemplo, criaram o hábito de lançar notícias em primeira mão no Twitter. Infelizmente, a prática parece não ter agradado os dirigentes da agência que, preocupados em manter o “furo” das informações e sigilo sobre suas fontes, divulgaram na última quinta-feira (11/03) uma nova política para uso das redes sociais.
A nova política da Reuters determina que todos os “furos” devem ser primeiramente publicados no site da empresa. Além disso, aconselha aos jornalistas que peçam autorização de gestores antes de usar essa plataforma social para fins profissionais.
Embora pareça que a Reuters está caminhando na contra mão das tendências do século XXI, ela não foi pioneira neste posicionamento. Em 2009, Mark Scott, diretor da Australian Broadcasting Corporation (ABC), também anunciou novas diretrizes para a utilização de mídias sociais temendo perder o “furo” e o vazamento de informações. O diretor permite o trânsito de jornalistas e funcionários nas redes sociais, desde que respeitem as seguintes regras:
• Não misturar o profissional e o pessoal, desencadeando formas/processos que possam trazer descrédito à ABC;
• Não prejudicar a sua eficácia no trabalho;
• Não implicar o endosso de suas opiniões pessoais à ABC;
• Não divulgar informações confidenciais obtidas através do trabalho desenvolvido na ABC;
Será que essa moda pega?