Volta a ganhar força polêmica sobre perigo para o cérebro da radiação emitida pelo telefone celular
byUm assunto controvertido volta ao noticiário com a decisão de uma deputada do estado americano do Maine de apresentar um projeto de lei que, se aprovado, obrigará empresas fabricantes de telefone celular a publicar advertência na embalagem alertando para a possibilidade de o usuário a desenvolver câncer no cérebro.
Alguns estudos, como o divulgado em agosto do ano passado pela EM Radiation Research Trust – “Celulares e tumores cerebrais: 15 razões para se preocupar” – chamam a atenção para a probabilidade de a radiação emitida pelo celular causar danos irreversíveis ao cérebro.
Mas, a Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão da ONU, assim como o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos já se manifestaram dizendo que não há estudos conclusivos a respeito dos efeitos do telefone celular sobre a saúde humana. Ambas as instituições afirmam que é preciso se pesquisar mais para qualquer análise definitiva.
Em outubro, o jornal britânico Daily Telegraph publicou um artigo dizendo que pesquisas que estão sendo feitos pela OMS vão mostrar que pessoas que usam celular mais de 10 anos correm risco de desenvolver câncer no cérebro.
De acordo com o New York Times, o prefeito de São Francisco, Gavin Newsom, planeja tomar medidas este ano para garantir que, na cidade, as embalagens de telefone celular informem a quantidade de radiação que cada aparelho emite.
Estima-se que perto de 280 milhões de americanos usem telefone celular. Se o projeto da deputada democrata Andréa M. Boland passar, o Maine será o primeiro dos 50 estados que compõem a nação americana a ter na embalagem dos aparelhos a advertência, nos mesmos moldes da que vem estampada nos maços de cigarro.



