Brasília – Apesar da queda de 17,9% comparativamente com o mesmo período de 2016, as exportações de aeronaves continuam sendo um dos itens mais importantes da pauta exportadora brasileira. De janeiro a outubro o item aviões gerou uma receita no total de US$ 2,770 bilhões, correspondentes a 1,51% das exportações totais do Brasil no período. Outro dado relevante: os aviões ocuparam a décima-quarta posição no ranking das exportações brasileiras e o terceiro lugar na relação das vendas externas de produtos industrializados.

De acordo com informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), mesmo com uma retração de 16,5%, os Estados Unidos foram o país que mais importou os aviões da brasileira Embraer, no total de US$ 1,83 bilhões. O mercado americano foi o destino final de 66% do total embarcado pelo Brasil para seus clientes no exterior.

Outro cliente importante, a China, também reduziu a importação dos aviões brasileiros, mas ainda assim investiu US$ 263 milhões na compra dessas aeronaves, respondendo por uma fatia de 9,5% dos aviões negociados pela companhia brasileira.

E enquanto as exportações para os dois principais mercados se contraíram, outros dois países industrializados aumentaram a aquisição dos aviões brasileiros. O Japão ampliou as exportações em 71,9% e negociou US$ 159 milhões na importação das aeronaves nacionais. Outro cliente importante, os Países Baixos, investiram US$ 112 milhões em negócios com a Embraer, uma alta de 50,3% em relação aos dez primeiros meses do ano passado.

A novidade nas exportações brasileiras de aviões em 2017 ficou por conta de um novo cliente, o Azerbaijão. Pela primeira vez o país adquiriu aeronaves brasileiras tendo investido US$ 61 milhões nesse negócio. O Azerbaijão foi o destino final de 2,2% dos aviões vendidos pelo Brasil.