Ampliação das exportações brasileiras passa também por maior internacionalização das empresas Foto: Dudu Leal

Com o objetivo de discutir os gargalos da competitividade brasileira e os principais desafios para inserção das empresas no mercado externo, a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) realizou em sua sede, nesta quarta-feira (29), o Encontro de Comércio Exterior. “A internacionalização propicia novos mercados, novas oportunidades e conhecimentos. Deveria ser uma política da empresa, não uma opção. A empresa não precisa desistir de nada do mercado interno para pensar em exportar e/ou internacionalizar. É protetivo se preparar para os mercados do futuro que certamente serão mais abertos”, disse o presidente da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), José Rubens de la Rosa. Ele participou do primeiro painel, Competitividade no Mercado Internacional! Como atingir mais competitividade e um melhor ambiente de negócios?, com moderação do presidente da ADVB/RS, Sérgio Maia, e participação também do gerente executivo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Diego Bonomo.

Moderado pelo vice-presidente da FIERGS Cezar Müller, o segundo painel tratou de Comércio em Transformação: como minha empresa será afetada?. Contou com a participação do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro; e do economista Roberto Gianetti da Fonseca, presidente da Kaduna Consultoria. Castro defende que o Brasil, que detém apenas 1,6% de participação nas exportações mundiais, estabeleça políticas de incentivo às vendas externas, já que desde o ano 2000 apenas produtos básicos crescem em volume exportado, enquanto manufaturados se mantêm estáveis. Para isso, porém, será necessário superar entraves internos, como a infraestrutura insuficiente, deficiente e onerosa, a elevada carga tributária, a burocracia e a imprevisibilidade (que gera custo decorrente da insegurança com o futuro).

Gianetti ressalta que tem “muita confiança” no Brasil que, segundo ele, poderá superar seus problemas se abrir o país para uma Agenda de Competitividade. Ele lembrou que o Brasil, em relação ao fluxo de comércio/PIB, é a economia mais fechada entre as 10 maiores do mundo e uma das 10 mais fechadas do planeta. Para o economista, a inadiável alteração deste quadro de baixa inserção internacional exige um comprometimento com uma abrangente e urgente Agenda de Competitividade, na qual as exportações exercem papel fundamental.

Por: News