Homem com guarda-chuva caminha por shopping center ao ar livre (© AP Images)

A cidade de Jacksonville, na Flórida, viu uma oportunidade quando seu time de futebol americano, os Jacksonville Jaguars, viajou para Londres a fim de jogar uma partida na cidade. E a ideia das autoridades locais não tinha nada a ver com esporte.

Quando os Jaguars começaram a jogar anualmente em Londres em 2013, a JAXUSA*, organização de desenvolvimento econômico do nordeste da Flórida, cruzou o Oceano Atlântico junto com a equipe de sua cidade natal a fim de construir relacionamentos de longo prazo com empresas e organizações internacionais no Reino Unido. A viagem valeu a pena — várias empresas do Reino Unido e da Irlanda montaram instalações em Jacksonville, juntando-se a outras empresas internacionais que apoiam milhares de empregos na área.

Como Jacksonville, muitas cidades americanas estão ganhando novos negócios internacionais. Cidades tão diversas como Dayton, Ohio* e Phoenix* têm organizações de desenvolvimento econômico que trabalham para atrair investimentos estrangeiros.

“Nos últimos 10, 15 anos, os americanos têm estado cada vez mais abertos a receber investimento estrangeiro”, diz Anthony Williams, ex-prefeito de Washington.

O investimento estrangeiro em produtos manufaturados dos EUA dobrou* na última década, apoiando quase 2,5 milhões de empregos nos EUA.

O interesse é recíproco. “Para ser uma empresa global, é preciso ter presença nos Estados Unidos”, diz Steve Miller da SelectUSA*, filial do Departamento de Comércio dos EUA que oferece assistência às empresas interessadas em expandir para os EUA.

A SelectUSA, através do Serviço de Comércio Exterior dos EUA, tem 70 localidades diplomáticas americanas em todo o mundo. Nesses países, funcionários trabalham com colegas de equipe com sede nos Estados Unidos para conectar empresas estrangeiras com organizações de desenvolvimento econômico que representam cidades e regiões americanas.

Eles trabalham para encontrar uma empresa com o perfil semelhante. A JAXUSA, por exemplo, trabalhou com representantes da SelectUSA em Londres para se reunir com empresas que precisam de operações de produção avançadas. O nordeste da Flórida é conhecido por esse tipo de indústria.

As empresas estrangeiras que se expandem para cidades dos EUA encontram um ambiente empresarial hospitaleiro, especialmente em mercados menores, muitas vezes ignorados pelos investidores. “As cidades pequenas e médias, têm de tudo, desde transporte mais fácil até qualidade de vida, (…) proximidade a bens culturais como universidades”, diz Williams. “Há uma força de trabalho excelente e capacitada em algumas dessas comunidades menores.”

Paisagem noturna (© John Elk III/Alamy Stock Photo)
O sistema CareerTech de Oklahoma City trabalha com empresas para projetar capacitação profissional especializada para atender às suas necessidades (© John Elk III/Alamy Stock Photo)

As cidades americanas investem em seus trabalhadores. Através de parcerias público-privadas, cidades como Oklahoma City** desenvolveram programas abrangentes de capacitação com faculdades comunitárias e empresas locais para que os cidadãos tenham habilidades para atender às expectativas de empregadores de indústrias locais.

As empresas que se deslocam para outro local com menos capital também têm opções. As incubadoras permitem que empresas de outros países montem escritórios temporários em centros voltados para setores específicos. Automation Alley*** em Troy, Michigan, por exemplo, hospeda empresas estrangeiras por 90 dias para explorar opções de investimento nos setores de tecnologia e indústria da região. O arranjo permite que as empresas sondem o terreno antes de montar negócios nos EUA.

“Os Estados Unidos são um grande país — é um desafio”, diz Miller. “Não podemos lhes dizer aonde ir, mas podemos fornecer informações e aconselhamento.”

Fonte: Share America