Startups brasileiras vêm ganhando reconhecimento e expansão internacional

Image result for Startups brasileiras vêm ganhando reconhecimento e expansão internacionalO Brasil vem sendo reconhecido internacionalmente pelas suas startups de tecnologia, como destaca o site TechCrunch, que ainda ressalta que o ecossistema brasileiro é o maior da América Latina.

Essas empresas iniciantes são alimentadas com o aumento de uma população interessada em tecnologia e disposta a consumir quase todas as plataformas de mídias digitais existentes. Mas, agora, com a grande demanda, as startups estão direcionando o seu foco para os Estados Unidos.

Entre as companhias citadas pela matéria do TechCrunch estão a Mosyle, fundada em 2012 no Brasil e que agora foca nos EUA para expandir seu projeto nas escolas. A empresa oferece uma melhor experiência mobile às crianças de forma mais divertida, segura, educativa e com participação de pais e professores.

Também ganha destaque a Pipefy, de Curitiba, que recentemente transferiu suas instalações para São Francisco, na Califórnia. Sua plataforma vem sendo usada por mais de 8 mil empresas em 146 países.

PSafe, de segurança online e privacidade, também transferiu sua sede para São Francisco em agosto do ano passado. A Gympass, plataforma que oferece serviços de academia para diversas unidades, vem apresentando crescimento nos últimos seis anos e, no ano passado, anunciou uma vasta expansão no país norte-americano.

O portal norte-americano também destaca a Hotmart, de Belo Horizonte, que desde 2011 oferece uma plataforma de venda de produtos digitais como e-books, cursos online e softwares. A empresa expandiu sua atuação para cidades como Madrid, Paris, além dos Países Baixos e Colômbia.

Movile, com sede em São Paulo, trabalha com marketplaces móveis e desde o início de suas operações já arrecadou mais de US$ 250 milhões para fusões, aquisições e investimentos em starups, como iFood, Maplink, PlayKids, Rapiddo, SuperPlayer e Sympla.

Para expandir seus negócios internacionalmente, as startups precisam considerar algumas questões que envolvem a distribuição de banda larga e internet móvel, disponibilidade de infraestruturas de pagamento, estabilidade política, nível socioeconômico, requisitos tributários e ambiente regulatório.

Fonte: Canaltech

Fundos financiam empreendedor em busca de empresa

Image result for Busca de fundos para atrair jovens empreendedores brasileiros

Nos últimos três meses, o mineiro Tulio Gomes, fundador da TBG Investimentos, analisou 221 empresas de pequeno e médio porte. Ele pode passar mais um ano apenas peneirando, financiado por investidores, até encontrar uma companhia específica: com receita estável, margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 15%, geração de caixa anual entre R$ 5 milhões e R$ 20 milhões e potencial de crescimento. Se tudo der certo, em 2019 ele será o presidente de uma empresa brasileira. A história de Gomes e da TBG Investimentos faz parte de um pequeno segmento financeiro no país, mas em crescimento. Trata-se dos “fundos de busca”, veículos inexistentes há cinco anos e que hoje contam com pelo menos sete gestoras no país. “O fundo é para quem quer empreender, à frente da gestão de uma empresa, mas eliminando o risco de uma startup, que nasce de uma ideia”, diz.

Os fundos de busca nasceram na escola de negócios da Universidade Stanford, nos Estados Unidos. Com uma série de alunos com currículos acadêmicos estrelados, boa experiência profissional e interessados em empreender, os professores começaram a financiá-los, ainda na década de 1980 – anos depois, o tema virou disciplina nas faculdades de negócios, propagados especialmente em Stanford e Harvard, onde Gomes estudou. Nos EUA, já foram levantados 258 fundos desse tipo. Em média, os empreendedores têm 32 anos. Um potencial empreendedor capta recursos de investidores para financiar seus gastos diários com moradia, viagens, auditorias, até encontrar a empresa ideal. Isso leva, em média, dois anos. Identificado o alvo, o empreendedor levanta um segundo fundo para a aquisição – os investidores do primeiro fundo têm preferência, mas, se não gostarem da escolha, não aportam novo capital. O objetivo é fazer a empresa crescer, entrar em novos mercados ou serviços e, normalmente, vendê-la anos depois. Professor de Stanford, Peter Kelly criou o terceiro fundo de busca do mundo e ensina o tema desde a primeira turma nos EUA, em 2009, e no primeiro curso internacional, em Barcelona. Kelly já investiu em 15 fundos de alunos, incluindo dois no Brasil. “Hoje tem mais gente fazendo e entendendo fundos de busca. Históricos de sucesso ajudam a promover o modelo”, diz Kelly. A maior referência dos empreendedores é a americana Asurion. Ela foi encontrada e adquirida por US$ 8 milhões, em 1995, por um fundo de busca dos americanos Jim Ellis e Kevin Taweel. Chamava-se, à época, Road Rescue e prestava serviço de assistência rodoviária, com receita de US$ 6 milhões. A dupla a transformou em uma companhia de seguros e garantia estendida de aparelhos eletrônicos, com o novo nome. Em 14 anos, pagaram 100 vezes o capital investido para os investidores que queriam realizar o lucro. A Asurion nunca foi vendida. Taweel é o presidente e Ellis está no conselho. A empresa fatura US$ 6,2 bilhões.

É um ponto fora da curva. Em média, segundo estudo de Stanford, os fundos de busca dão retorno de 8 vezes o capital investido – uma taxa interna de retorno de 36%, ante média de 17% de fundos de private equity americanos. Não há, ainda, uma medida de rentabilidade de fundos fora dos Estados Unidos. Dos sete fundos de busca brasileiros, três já adquiriram uma empresa. Serviços de saúde, educação e logística estão entre os alvos principais. A carioca Meissa Capital, uma das gestoras em que Peter Kelly investiu, comprou a Sullab Diagnósticos em fevereiro, após mais de dois anos de procura. A Sullab desenvolve técnicas, equipamentos e automação para laboratórios. As outras gestoras são a Colibri, que adquiriu o Fleming, curso de pré-vestibular para medicina, e a Taqia Capital, que comprou a IS Logística, ambas aquisições do ano passado. Os fundos têm vários investidores em comum. “Faz parte do conceito do ‘search fund’ retribuir o que você conquistou”, diz José Stella, co-fundador da QMC Telecom. Stella e o sócio Rafael Somoza trabalharam juntos em Porto Rico, quando foram fazer cursos de pós-graduação nos Estados Unidos e resolveram levantar um fundo de busca. “O Rafael foi quem ouviu falar disso e me convenceu. Basicamente a ideia era não ter que esperar ter mais de 40 anos de idade para sermos empresários”, conta Stella. Com uma empresa de outdoors, entregaram taxa de retorno de 55% aos cotistas. Desde então, investiram em mais de 40 fundos de busca, sendo seis brasileiros. “O empreendedor tem que ter um objetivo além do financeiro. Identificamos os jovens que são comprometidos, com histórico de trabalho e acadêmico positivos e gostamos de ver os antigos chefes investindo neles”, explica. A experiência como empreendedor também serviu para que os dois fundassem a própria empresa, a QMC Telecom, hoje com atuação em quatro países. “A QMC não nasceu de um fundo de busca, mas nossa experiência foi determinante”, diz Stella. O processo de busca e investimento costuma ser interativo, por isso os empreendedores também são cuidadosos ao escolher seus cotistas. “Discutimos o modelo de negócio, a avaliação de preço, há muita troca já que os investidores têm experiência”, diz Oswaldo Garcia, fundador da Garos Capital. A Garos captou um fundo há nove meses, já teve contato com mais de 400 empresas e avançou para propostas com três.

O desafio principal é gerir a empresa, mas encontrá-la é o primeiro obstáculo. Nos Estados Unidos, 18% dos fundos já levantados não acharam uma empresa. “Até agora, isso não aconteceu no Brasil, mas vai acontecer. E tudo bem”, diz Ashley Giesler, sócia da Anacapa, gestora americana de private equity que investe em fundos de busca. “Se fizeram um trabalho sério, essas pessoas continuam tendo uma ótima carreira, vão trabalhar com os investidores ou criam uma empresa. É melhor do que comprar a empresa errada”, diz a investidora. A Anacapa já investiu em 141 fundos de busca no mundo, sendo cinco no Brasil. “Quanto mais aprendemos sobre o país, mais acreditamos na expansão do modelo. O percentual de empresas familiares pequenas e sem plano de sucessão é muito grande e esse é um alvo natural para fundos de busca”, diz Ashley. Segundo a consultoria Deloitte, das 200 empresas pequenas e médias que mais crescem no país, 75% são familiares, 78% não tem plano de sucessão e 54% não tem plano de negócios.

 

Vale produz 82 mi de toneladas de minério; novidade na 2ª prévia do Ibovespa, novos nomes para BRF e mais destaques

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SÃO PAULO – O noticiário corporativo é movimentado, com destaque para a produção de minério de ferro na Vale, enquanto que, na BRF, o acionista Luiz Fernando Furlan apresentou os nomes de Luiza Helena Trajano e Vicente Falconi como candidatos para a eleição do conselho de administração da companhia. No radar de recomendações, IRB foi elevada pelo Itaú BBA. Confira os destaques:

Nova prévia do IbovespaA

B3 divulgou na manhã desta segunda-feira (16) a segunda prévia da carteira do Ibovespa, que será válida de maio a agosto de 2018, confirmando a inclusão da B2W (BTOW3 +1,95%) e da Gol (GOLL4 -3,21%), a saída da Marfrig (MRFG3 -1,2%). Uma novidade foi a inclusão da CVC (CVCB3 -1,46%), que não constava na primeira prévia.

Vale (VALE3 -0,98%)

A Vale registrou uma produção de 82 milhões de toneladas de minério no primeiro trimestre de 2018, acima da projeção mediana de 75,4 milhões de toneladas da commodity de analistas consultados pela Bloomberg, mas em queda de 4,9% na base anual.

A produção ficou 4,2 milhões de toneladas e 11,4 milhões de toneladas abaixo do primeiro trimestre de 2017 e quarto trimestre de 2017, respectivamente, devido principalmente à decisão da gestão do segundo trimestre de 2017 de reduzir a produção de minério de baixa qualidade, diz a empresa, “reforçando o posicionamento da Vale como produtor premium e resultando na maior realização de preços e melhor margem desde o primeiro trimestre”.”O período de chuvas mais intenso também impactou a produção do primeiro trimestre”, apontou a Vale em comunicado. “Como resultado de uma produção premium e flexível, o teor médio de Fe atingiu 64,4% no trimestre, superando os 63,9% na base anual e os 64,3% na base trimestral, de longe o melhor resultado entre os concorrentes”, afirmou a empresa.A Vale reafirmou que o seu guidance de produção para 2018 permanece em torno de 390 milhões de toneladas.

Fonte: infomoney

Reunião avança negociação entre Boeing e Embraer, mas nova trava surge

Para pessoa próxima do processo, negócio que cria terceira companhia está perto de ser fechado

Reunião realizada nesta quinta (19) em Brasília avançou na solução de entraves à parceria entre a Boeing e a Embraer, mas identificou novos problemas que podem emperrar sua finalização.

Cerimônia de entrega de jato regional E2-190 da Embraer, em São José dos Campos (SP)

O grupo de trabalho do governo ficou satisfeito com o encaminhamento da última versão da proposta da gigante americana e da fabricante brasileira, mas a questão da composição do conselho da nova empresa a ser criada por elas está espinhosa. O negócio poderá ser anunciado em breve, caso o obstáculo seja removido. A discussão é sobre a presença de brasileiros no colegiado.

Pela proposta, será criada uma nova empresa, com controle da Boeing e participação minoritária da Embraer. Os percentuais ainda estão sendo discutidos, mas os americanos deverão ter entre 80% e 90% da companhia.O grande nó para o governo brasileiro, que tem poder de veto sobre negócios da empresa remanescente de sua privatização em 1994, era a área de defesa. A Embraer reterá ela e talvez o setor de aviação executiva, e havia temor sobre como ela sobreviveria sem receitas da divisão regional.

Está indicado na proposta que a nova empresa destinará recursos para a “velha” Embraer, que terá como principal cliente estratégico a Força Aérea Brasileira —com programas como o do novo caça do país, o sueco Gripen, e o do cargueiro KC-390.Este último produto, considerado com grande potencial de exportação, hoje tem seu marketing externo a cargo da Boeing. Com o eventual acordo, ele deverá ter vendas promovidas pelos americanos, o que potencializa sua penetração dada a capilaridade dos americanos.

Hoje, a aviação regional responde por 42% das receitas líquidas da empresa, contra 15% do setor militar e 25%, da aviação executiva.De seu lado, se o acerto sair, a Boeing absorve a linha de produção mais bem-sucedida da Embraer, que hoje está na segunda geração dos chamados E-Jets. É uma forma de fazer frente à sua rival europeia, a Airbus, que no ano passado comprou o controle de área semelhante da canadense Bombardier —por sua vez, adversária histórica da fabricante brasileira nesse nicho de mercado.

Além disso, os americanos terão acesso à mão-de-obra brasileira na área de engenharia, considerada de alta qualidade e vital para acelerar projetos hoje algo estagnados, como a criação do substituto do Boeing-757.Já a Embraer entra em uma das duas grandes cadeias do mercado aeronáutico, que é dividido entre Boeing e Airbus. Outros atores, como a chinesa Comac, a russa UAC, fabricantes indianos e japoneses estão ainda engatinhando globalmente.

O negócio, o maior do gênero no Brasil se concretizado, ainda não tem números definidos. A Boeing é uma empresa que fatura US$ 90 bilhões ao ano, empregando 100 mil pessoas, contra US$ 6 bilhões e 19 mil funcionários da Embraer.

Ele começou a ser aventado em dezembro passado, quando vazou na imprensa americana a intenção da Boeing de comprar toda a Embraer. A reação inicial do presidente Michel Temer (MDB), aconselhado pela área militar das implicações estratégicas da perda de controle sobre a área de defesa da Embraer, foi a de dizer que não permitiria a perda de controle nacional da empresa.Mas Temer não se opôs à negociação. Ordenou a formação de um grupo técnico para negociar os termos, e depois de idas e vindas chegou-se ao formato final em discussão.Boeing, Embraer e governo não comentaram o caso nesta quinta.

Fonte: Folha de São Paulo.

Agrosmart começa a expandir operação para EUA e América Latina

Sistema de controle de lavouras permite prospectar clima, estado do solo e qualidade da safra

 

Já consolidada no Brasil, a Agrosmart, startup de Campinas (SP), deu início a um processo de internacionalização da marca em 2017. Depois de receber pedidos de países como México, Israel, Colômbia, EUA, Chile, Argentina e Peru, a empresa de monitoramento de lavouras decidiu estabelecer representantes comerciais no exterior.

A empresa teve início monitorando agriculturas de sequeiros (sem irrigação), em plantações de milho e soja. Com um software e uma central de controle, a startup oferece, via web e mobile, um aplicativo com dados da lavoura. O acompanhamento é feito por meio de um sensor conectado à plataforma onde se pode ter imagens e perspectivas da lavoura em tempo real. O sistema possibilita receber informações sobre previsão do clima, controle de pragas, datas para colheitas e reuso de solo.

A primeira experiência fora do Brasil foi um pedido de equipamentos para monitoramento de produção de abacates em Israel. Depois, se seguiu uma demanda dos EUA pelo serviço para o plantio do milho. Posteriormente, a startup também abriu um escritório nos Estados Unidos para prestar consultorias.

A Agrosmart nomeou representantes comerciais nativos nos países de atuação na América Latina, que realizaram a interface nas visitas às fazendas dos novos usuários.

De acordo com a CEO e diretora Mariana Vasconcelos, a empreitada para o exterior exigiu adequações específicas. Solos, climas e culturas diferentes foram obstáculos, principalmente na América Latina. “Países como Chile e Peru, por exemplo, possuem um foco maior em culturas de alto valor agregado e condições de solo que variam muito. Dessa forma, adaptamos os cálculos de área e lavoura monitorados de acordo com a safra e colocamos mais de uma opção de sensor para garantir que as leituras e informações geradas fossem satisfatórias aos clientes.”

Segundo Mariana, uma das lições aprendidas na atuação pelo continente foi perceber o quão importante é realizar parcerias com empresas locais. “Essas parcerias são essenciais para ganhar capilaridade de mercado e auxiliar na interface com o usuário. Hoje temos parceiros para distribuição na América Latina e um ponto de revenda específico para cada lugar.”

Para que a operação funcione, a empresa investiu em treinamento para as equipes radicadas no estrangeiro através de um programa de qualificação de funcionários e realização de encontros anuais de todos os colaboradores.

A Agrosmart não divulga seu faturamento.

Novos conceitos para o campo

Criada em 2014 por Mariana Vasconcelos e Raphael Pizzi, a startup tem clientes por todas as regiões do Brasil, num total de 120 mil hectares de terras monitoradas.

Com 37 funcionários no País, sua grade de clientes inclui nomes como os da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Coca-Cola Brasil e Lagoa Bonita Sementes.

Para 2018, a expectativa é consolidar a plataforma, tanto em áreas de sequeiro como nas irrigadas, bem como seguir com a penetração no mercado continental, desenvolvendo canais de vendas, distribuição e base de clientes.

Selecionada pelo governo americano

O primeiro processo de aceleração da Agrosmart foi com a Baita, empresa também radicada na cidade de Campinas, em 2015. A seleção veio pelo Programa Startup Brasil.

Um ano depois, com o crescimento, foi uma das selecionadas pelo Google para uma incubação, quando a gigante norte-americana desenvolveu melhorias tecnológicas para os produtos e realizou um aporte financeiro.

Em 2017, também nos Estados Unidos, ocorreu a participação em um novo ciclo de aceleração, desta vez com a Climate Ventures, iniciativa do governo Obama para fomentar soluções corporativas voltadas ao cuidado ambiental e às mudanças climáticas.

Disputa comercial entre China e EUA pode ajudar o Brasil e o Mercosul, diz secretário

Marcello_Estevão

Rio de Janeiro – O secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Marcello Estevão, disse nesta segunda-feira (9) que a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China poderá beneficiar o Brasil, e por extensão, o Mercado Comum do Sul (Mercosul).

Em entrevista a jornalistas durante o seminário Mercosul e os Fluxos de Comércio, na Fundação Getulio Vargas (FGV), Estevão disse que a disputa comercial entre duas das maiores economias do mundo, pelo menos até o momento está sendo positiva para o Brasil.

“É claro que uma guerra comercial entre duas economias do tamanho da americana e da chinesa não é bom para ninguém e todos têm a perder. Mas, pontualmente, o que eu tenho visto, é que ela está nos ajudando. Na questão da soja, por exemplo, a decisão da China de impor tarifa sobre a exportação do produto dos Estados Unidos ajuda os produtores de soja do Brasil”, disse.

Para o secretário, o clima ruim em um ambiente de relações comerciais internacionais não pode ser bom para ninguém. “Você está em uma situação como a daquele cidadão que está passando na rua e leva uma bala perdida. Era o caso do aço, por exemplo, onde quase acabamos por levar uma bala perdida. É verdade que no caso do aço conseguimos uma exceção, mas e se não conseguíssemos?”.

Na avaliação do secretário, “se realmente a China fizer um boicote ou aumentar a tarifa para bens de commodities que os Estados Unidos exportam muito, o Brasil se beneficiará porque é um país exportador de commoditie”. Alertou, no entanto, que “amanhã o tema também pode ser outro”.

Para Estevão a disputa comercial entre a China e os Estados Unidos ajuda o Brasil porque os países que querem fazer acordos e ampliar as relações comerciais vão fazê-lo com o Brasil e com o Mercosul. “E este é o momento adequado para fazê-lo, porque outros blocos comerciais vão querer se aproximar de quem está a favor de uma aproximação”.

Meirelles

O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles disse hoje (9), no encerramento do seminário Mercosul e os Fluxos de Comércio, na Fundação Getulio Vargas (FGV), que o país poderá gerar este ano cerca de 2,5 milhões de empregos e consolidar a recuperação de sua economia. Para isso, no entanto, Meirelles disse que o Brasil precisa manter o rumo e promover as reformas necessárias.

“Eu acredito que o próximo presidente possa consolidar uma trajetória de crescimento do Brasil a taxas superiores a 3,5% ou até a 4% nos próximos anos; com criação de emprego, aumento de renda e com condições de investir em educação, segurança e saúde e todas as necessidades fundamentais ao Estado brasileiro”.

(*) Com informações da Agência Brasil

EXPANSÃO DE NEGÓCIOS PARA O MERCADO AMERICANO É TEMA DE EVENTO NA AMCHAM – CURITIBA

Reforma tributária

Novos mercados, diferentes possibilidades e crescimento movem empresários brasileiros que buscam na internacionalização uma oportunidade. Segundo dados do consulado americano em São Paulo, o investimento brasileiro nos Estados Unidos aumentou 89% nos últimos cinco anos.

Para esclarecer dúvidas e auxiliar empresários neste processo de entrada no mercado norte-americano, a Amcham – Curitiba (Câmara Americana de Comércio) promoveu na última terça-feira (20) o evento “Como expandir seus negócios para os Estados Unidos da América”, que faz parte da agenda do Comitê de Comércio Internacional 2018, comandado pela advogada americana Elissa Pinto, da Butzel Long, com 16 anos de experiência na área de imigração de empresas.

Especialista em expansão de empresas estrangeiras para os EUA, Elissa deu dicas importantes para quem pretende atuar no país, que passam desde propósito, estratégia de presença legal, seleção do local e processo de formação de entidade.

“Vários detalhes precisam ser pensados, desde o porquê expandir a empresa para o EUA, passando pelo plano de negócio até entender as regras e procedimentos legais e o processo de imigração”, explica Elissa.

Reforma tributária

Para a advogada, após a reforma tributária assinada pelo presidente Donald Trump no ano passado, empreendedores de diferentes países, em geral, estão ainda mais interessados na expansão em solo americano. A nova legislação, chamada de Tax Cuts & Job Act, reduziu de 35% para 21% o imposto de renda devido pelas pessoas jurídicas.

“Na minha opinião, com certeza a redução das alíquotas atrai interessados. Quem antes iria para outro país, volta o olhar para os Estados Unidos”, conclui.

Sobre a Amcham

A Câmara Americana de Comércio é uma das maiores associações de empresas do Brasil, com 14 filiais em todo o País e mais de 5 mil empresas associadas. O objetivo da Amcham é criar um ambiente favorável de negócios por meio de boas práticas de mercado, capacitação profissional e cidadania empresarial.

Estados Unidos vão negociar tarifas de aço e alumínio com o Brasil, anuncia o presidente Temer

michel temer

“Estou vendo agora uma declaração feita pela Casa Branca [sede do governo norte-americano] que o Brasil é um dos países com quem começarão as negociações visando a eventual exceção às tarifas sobre importação de aço e alumínio. As novas tarifas, diz a mensagem da Casa Branca, não se aplicarão enquanto estivermos conversando sobre o tema. Uma boa notícia”, disse o presidente, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), conhecido como Conselhão.

Após a reunião do Conselhão, o chefe da Casa Civil da Presidência da República, ministro Eliseu Padilha, esclareceu que a informação foi passada pelo governo norte-americano para o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Sérgio Amaral. Ele encaminhou a mensagem ao ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, que, por sua vez, a repassou ao presidente.

Ontem (20), Temer conversou com um representante da indústria brasileira produtora de aço. Na conversa, o presidente foi munido de argumentos para convencer o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a excluir o Brasil da nova tarifa.

A previsão era que as tarifas fossem aplicadas a partir desta sexta-feira (23) duas semanas depois da promulgação por parte de Trump. Com o anúncio do governo americano, segundo informado por Temer, a aplicação da tarifa fica suspensa.

(*) Com informações da Agência Brasil

Produção se aproxima da média da última década

Resultado de imagem para Produção se aproxima da média da última décadaGraças à recuperação do mercado interno e a força da exportação a produção de veículos no primeiro trimestre alcançou nível próximo da média dos últimos dez anos. De janeiro a março saíram das fábricas instaladas no país 699,6 mil unidades, o que representou crescimento de 14,6% na comparação com o mesmo período de 2017. Na última década, a média de produção no primeiro trimestre foi de 718 mil unidades. “Empresas que trabalhavam com apenas um turno estão indo para dois e as que estavam em dois vão para três. Isso demonstra confiança nos sinais de recuperação”, destacou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale. Em março foram produzidos 267,5 mil veículos, um crescimento de 13,5% na comparação com o mesmo mês de 2017. Um destaque nos resultados apresentados ontem pela Anfavea foi o crescimento na produção de caminhões, que chegou a 55,1% no trimestre. O mercado interno continua em recuperação. No mês passado foram licenciados 207,4 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, um avanço de 9,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já no acumulado do ano, foram vendidos 545,5 mil veículos, um avanço de 15,6% em relação ao primeiro trimestre de 2017. Os fabricantes comemoram o resultado, mas esperam dias ainda melhores, segundo Megale. Ele lembra que diferentemente do que aconteceu com a produção, o volume de vendas internas no primeiro trimestre ficou abaixo da média dos últimos dez anos, que ficou em 700 mil unidades. Por outro lado, as exportações da indústria automobilística já ultrapassaram os volumes médios recentes. Nos primeiros trimestres dos últimos dez anos as montadoras instaladas no Brasil enviaram ao exterior 110 mil veículos, em média. No mesmo período este ano o volume exportado somou 166 mil unidades. O comércio exterior continua a registrar recordes nesse setor. As exportações de veículos somaram US$ 3,2 bi no acumulado do trimestre, alta de 14,8%.

Reforma de Trump atrai empresas brasileiras para os Estados Unidos.

Atraídas pela perspectiva de redução de impostos pelo governo Trump, empresas brasileiras abrem escritórios para fazer negócios via Estados Unidos.

A ideia de ter um escritório nos Estados Unidos estava nos planos da consultoria internacional Orbiz havia pelo menos três anos. Seus sócios estudavam a possibilidade com seriedade, diante das vantagens no horizonte, mas adiavam a medida. Como acontece na maioria das vezes, a tomada de decisão se deu por um empurrão – ou melhor, no caso foi um encontrão daqueles. A Orbiz entrou em uma licitação para prestar um serviço no exterior a um cliente brasileiro. Mas o vencedor da concorrência foi uma empresa estrangeira, que ofertou o mesmo serviço por um preço menor. Sua vantagem primordial era justamente estar baseada nos Estados Unidos e pagar menos tarifas e impostos. O preço significativamente mais alto apresentado pela Orbiz foi decisivo para a derrota.

A petroquímica Braskem vai construir neste ano sua sexta instalação nos Estados Unidos, com investimento de US$ 675 milhões (Foto-Época)

Depois da pancada, a Orbiz organizou toda a papelada e abriu seu escritório americano. “No primeiro ano de empresa nos Estados Unidos, faturamos o que demoramos cinco anos para faturar no Brasil”, disse Araceli Dias, sócia da Orbiz. A filial em Miami, na Flórida, permite à consultoria pagar menos taxas e impostos se fizer negócios por lá, o que a torna mais competitiva. Para atender a um cliente no exterior a partir do Brasil, a Orbiz pagaria, por exemplo, 30% de imposto sobre remessas de dinheiro ao exterior no pagamento a consultores ou fornecedores – o governo americano não cobra por isso. Enquanto a alíquota de Imposto de Renda para empresas no Brasil é varíavel, de difícil entendimento e pode chegar a 40%, nos Estados Unidos o percentual é fixo e está sendo reduzido de 35% para 21%. Não dá para comparar.A redução na alíquota é parte da reforma tributária colocada em prática pelo governo do presidente Donald Trump, numa tentativa de atrair empresas de volta ao país. Economistas questionam a ideia de Trump, um tanto polêmica pela lógica econômica: reduzir impostos funciona para reativar uma economia em recessão, mas pode ser perigoso num país que está crescendo e onde o índice de desemprego está baixo. O resultado pode ser o superaquecimento da economia e uma alta da inflação. Trump não quer saber disso. Atrair empresas combina com o mantra que o elegeu, o “Make America great again” (“Faça a América grande novamente”), que significa atrair de volta ao país empresas que foram para a China ou para outros países e gerar empregos para americanos. Seus eleitores gostam. As empresas brasileiras e estrangeiras também.

O corte da alíquota do Imposto de Renda pago pelas empresas é o eixo central da reforma americana, aprovada pelo Senado em dezembro do ano passado. Trump também pode se defender, pois já é uma tendência mundial. Um estudo elaborado pela consultoria EY mostra que 83% de 202 jurisdições, em 193 países, têm alíquotas de Imposto de Renda para empresas menores que 30%. Entre os membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a média caiu consideravelmente, de 32,5% em 2000 para 24,2% em 2016. De 2000 a 2016, a Alemanha diminuiu de 50% para 30%, o México de 35% para 30% e o Reino Unido de 30% para 17% (até 2020). A Argentina está amarrando uma reforma para diminuir sua alíquota de 35% para 25% até 2020. No Brasil, no entanto, o Imposto de Renda manteve-se em 34% em média.

Desde que o governo Trump começou a cogitar a reforma, o movimento de empresários brasileiros aos Estados Unidos para abrir uma subsidiária ou uma filial ganhou impulso. Não é preciso ter funcionários ou uma grande estrutura no país: basta um escritório e um registro local, equivalente ao CNPJ, que permita prestar serviços e emitir comprovantes fiscais.

A PEQUENA
Araceli Dias, da Orbiz. A perda de uma concorrência empurrou a empresa a abrir uma filial americana (Foto: Marcos Alves/Agência O Globo)

A consultoria Drummond Advisors, especializada em ajudar as empresas brasileiras nesses trâmites burocráticos nos EUA, viu o número de clientes mensais saltar de dois para 15 no ano passado. “Depois da chacoalhada vivida no Brasil, o empresário está com receio de ter uma nova crise”, disse Michel de Amorim, sócio da Drummond baseado em Miami.

Na esteira dessa “chacoalhada econômica” – a recessão provocada pela malfadada política econômica do segundo mandato de Dilma Rousseff –, a Ícaro Tech, que presta serviços de tecnologia, abriu sua subsidiária americana. “Foi uma estratégia para tentar evitar os violentos ciclos nacionais e reduzir os riscos”, disse o sócio Kleber Stroeh. Outro fator foi a possibilidade de explorar o mercado americano, que, segundo Stroeh, pode ser até dez vezes maior que o brasileiro. Não à toa, a participação da receita internacional no total de ganhos da empresa está crescendo: saiu de 3% em 2016 para 5% em 2017. A projeção é alcançar 7% em 2018.

A reforma americana deixa o Brasil mais isolado entre as maiores economias do mundo, com patamar de Imposto de Renda de pessoas jurídicas acima de 30%. A alta tributação é ruim, mas o sistema brasileiro como um todo é o que torna o ambiente de negócios brasileiro mais “hostil” e afugenta investimentos, de acordo com o economista Marcos Lisboa, presidente do Insper e especialista em tributação. “A questão nem é pagar muito ou pouco imposto”, disse Lisboa. “A questão é a complexidade da norma.”

Numa consultoria, o número de empresas interessadas em abrir um escritório nos EUA saltou de dois para 15 por mês

Um mapeamento feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) afirma que são publicadas em média cinco novas normas tributárias por dia no Brasil. Hoje são 31.556 normas tributárias federais, 117.282 estaduais e 228.728 municipais. Considerando todas as regras criadas desde a Constituição de 1988, apenas 4% delas nunca foram alteradas. Ainda segundo o IBPT, as regras não são simples – cada uma delas tem pelo menos 3 mil palavras. Como a média das empresas não realiza negócios em todos os estados brasileiros, a estimativa de normas que cada empresário deve seguir é de 3.900, o que equivale a 44 mil artigos, 103 mil parágrafos e 329 mil incisos. “A regra é cheia de exceções e casos particulares. Há dubiedade, interpretação, a norma muda. Isso gera judicialização”, afirmou Lisboa.

Com tantas variações e mudanças de regra no meio do caminho, é costumeiro que empresários recorram a advogados tributaristas para consultar se um imposto é ou não devido. Como muitas vezes a resposta é incerta e depende da interpretação do fiscal ou juiz, eles se municiam de pareceres jurídicos que possam servir como respaldo numa futura contestação da Receita Federal. O custo de um futuro processo é sempre um risco a ser considerado.

Empresas de grande porte, sujeitas a mais normas ainda devido ao maior alcance de suas atividades, também se interessam pela mudança americana. A gigante petroquímica Braskem vai construir neste ano sua sexta instalação nos Estados Unidos, com investimento de US$ 675 milhões (equivalentes a pouco mais de R$ 2 bilhões). A Braskem justifica o investimento por lá com a argumentação da manutenção da liderança do mercado, matéria-prima (propeno) em abundância e o mercado crescendo com velocidade. Erguer a fábrica no Brasil e exportar o produto final seria muito menos vantajoso, justamente por causa dos tributos confusos e altos. É a sexta planta que a Braskem abre nos Estados Unidos desde que se expandiu para lá, em 2010. Hoje, a Braskem é líder na fabricação de polipropileno. A última vez em que inaugurou uma fábrica no Brasil foi 2012.

 

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