Miami: um sonho brasileiro

24.02.2015

Miami: Um sonho brasileiro

A cidade atrai cada vez mais brasileiros que vão morar ou passar férias

Miami é uma cidade do mundo. Tendo espanhol como segunda língua não-oficial, reúne latino-americanos, europeus, canadenses, russos e é claro, muitos brasileiros, que são cada vez mais bem-vindos. O motivo? São recordistas de compra de imóveis na Flórida.

Os quase 360 dias de sol, o planejamento urbano e a educação fazem de Miami mais do que um destino de compras e férias. Há cada vez mais pessoas querendo fixar residência por lá. “Os motivos são muitos. Não tem trânsito, a cidade é acessível; tem como sair do trabalho e almoçar em casa, por exemplo. As escolas, mesmo públicas, são todas das 8h às 15h. Você consegue planejar seu dia” destaca Beatriz Nahuz.

 

Diferença Cultural

Beatriz Nahuz e sua sócia Cláudia Murad são apenas duas brasileiras que trocaram o Brasil por Miami há mais de 10 anos e não voltam atrás. Pelo contrário, a frente do serviço de concierge Unique Living Miami, ajudam brasileiros que queiram comprar imóveis no país como investimento, como casa de férias ou como moradia fixa. Do imóvel à escola das crianças, o serviço oferece uma assessoria completa e em português claro.

A diferença cultural é algo a ser levado em conta na hora de mudar de país. Algumas diferenças são mais difíceis de acostumar “Eles são bem rigorosos com prazos, não tem como dar ‘uma esticadinha’, um jeitinho”, diz Cláudia. Outras diferenças culturais são muito positivas “No Brasil as executivas tem receio de parar a carreira para ter filhos, com medo de perder o local. As mães nos EUA param por até 2 anos e são bem recebidas quando voltam” comenta Beatriz.

Sonhador x Investidor

O expatriado brasileiro tem um desses dois perfis: sonhador ou investidor. Enquanto o primeiro faz as malas em busca de um sonho feliz de cidade e parte muitas vezes sem ter nem mesmo visto ou um trabalho, o outro já sai com tudo planejado para trabalhar por uma empresa ou para fazer seu patrimônio ser valorizado. A vida do primeiro grupo de pessoas, segundo Cláudia Murad não é fácil “É complicado para arrumar trabalho, licença para dirigir, hospital. Quem entra ilegal não consegue cidadania ou visto”, exemplifica.

A realidade para executivos expatriados e investidores é outra. As políticas para emissão de vistos estão mais flexíveis e a concessão de cidadania facilitada para quem quer investir no país. E são muitos. Cerca de 10% dos imóveis de Miami pertencem a brasileiros. A classe média alta já entendeu: trata-se de um dos investimentos mais seguros do mundo, com excelente liquidez e retorno – e em dólar.

Além desses fatores, segundo as leis norte-americanas, quem aplica 500 mil dólares em um novo negócio, gerando ao menos 10 empregos ou investe a partir de U$1 milhão no país é forte candidato a um visto permanente, válido para cônjuge e filhos de até 21 anos.

Para Claudia Murad, sócia da Unique Living Miami, a hora para os brasileiros em Miami é a agora. “Os imóveis nos EUA ainda estão com preços baixos, mas a economia se recupera rapidamente, o que significará alta nos preços dos imóveis em breve”, adverte.

Além dos imóveis, há quem vá investir em tecnologia,  lojas de roupas, restaurantes, etc. Como tudo na cidade é muito planejado, o crescimento também é. É preciso que haja uma proporção entre casas e estabelecimentos comerciais em cada bairro, criando assim uma cidade organizada com distribuição igualitária de emprego, lazer e moradia.

 

Lifestyle e vida social

Com tudo perto e acessível, fica mais fácil encontrar os amigos e fazer programas mesmo em dias de semana “As pessoas solteiras tem muito esse lifestyle de academia, de happy hour. Nós casadas saímos bastante pra jantar. Combinamos de ir na praia juntos, é verão o ano inteiro”, diz Beatriz Nahuz.

Outra coisa peculiar na vida na Flórida é o “clube dos brasileiros” que acaba se formando. “Nossos pais estão no Brasil, então as pessoas se ajudam mesmo.  A gente acaba fazendo uma rede de apoio, como uma família. Eu me senti muito acolhida nesse ponto”, completa.

A ideia das sócias foi oferecer uma pouco dessa “acolhida” aos brasileiros que estão se mudando ou pretendem se mudar. Desde a escolha do bairro até a procura por uma escola para os filhos,  o serviço Unique Living atende o público brasileiro em peso (95% dos clientes). Com escritórios em São Paulo e em Miami, oferecem mais do que um atendimento em português, mas uma adaptação de culturas.

Mais informações: www.uniquelivingmiami.com

5 tendências para o digital marketing em 2015

Pessoa usando smartphone

O ano de 2015 será repleto de mudanças e discussões que ditarão a nova realidade do mercado de marketing digital.

A AUNICA, empresa brasileira de consultoria estratégica de serviços especializados para performance e análises de canais digitais, elaborou uma lista com as tendências que deverão perpetuar nas estratégias dos anunciantes e agências.

De acordo com Elcio Santos, sócio-diretor de negócios da AUNICA, há cinco principais pontos que serão imprescindíveis no próximo ano: Data Driven Market, Mídia Programática, Content Delivery, a Internet Das Coisas e Pessoas.

“Acreditamos que a disciplina Dados vai ser o grande diferencial entre as empresas que vão liderar o cenário digital daquelas que serão as eternas seguidoras de tendências. Além disso, as empresas que não olharem com a devida atenção para a capacitação de suas equipes podem perder grandes oportunidades”.

 

Data Driven Market

O desafio será transformar os dados em informações cada vez mais integradas e acionáveis.

Desta forma será possível transformar uma grande quantidade de dados (Big data) em informações inteligentes, distribuídas em tempo real aos consumidores e de maneira absolutamente relevante independente do ponto de contato em que sua marca for acionada (Smart data).

Conectar, entende e agir com base nas informações vindas da web, mobile, social, call center, e etc, utilizando plataformas analíticas, será crucial na busca pela maior porção do share of hart do consumidor, que está cada vez mais conectado e interconectado.

Disciplinas como o digital CRM, terão um papel importante tanto na otimização dos processos, quanto na melhor aplicação dos investimentos, possibilitando estabelecer um relacionamento ainda mais rentável com os clientes fiéis além de trazer novos consumidores de maneira mais eficaz.

Fortalecer o posicionamento das marcas, construir o conceito de relevância e fidelizar clientes, serão estratégias vencedoras para aumentar o retorno sobre os investimentos.

Internet das Coisas

Google, Apple, Oracle e outras, estão se posicionando rapidamente neste mercado, onde será desenvolvido uma infinidade de gadgets inteligentes, como carros, casas, escovas de dentes, garfos e óculos, todos conectados em nuvem, para facilitar a vida das pessoas.

Este novo mercado gerará inúmeras oportunidade para empresas de vários setores como infraestrutura, segurança digital e business analytics.

Porém, vai depender essencialmente do posicionamento estratégico das marcas, para aproveitar esta grande oportunidade desenvolvendo serviços que agreguem valor a vida das pessoas, uma vez que estes consumidores estarão sempre conectados.

Entender qual a melhor hora, oferta e lugar para conversar com estes consumidores possibilita, por exemplo, utilizar conceitos como o de geolocalização para fazer uma oferta personalizada cada vez que eles passarem em frente uma loja física.

Para isso, deve-se levar em conta a visão integrada sobre os rastros de informações deixadas por estes mesmos consumidores nos sites, nos aplicativos ou no call center das empresas.

Mídia Programática

O mercado publicitário de mídia está em uma profunda transformação e tem buscado entender e agir rapidamente para atender às novas necessidades do mercado e características dos consumidores.

Para ter uma ideia do crescimento previsto, a compra de mídia programática representará U$59 bilhões até 2019.

A compra de mídia deixará de ser feita no famoso estilo tradicional e passa a ter sua estratégia focada na compra da audiência correta, nos canais certos e no momento mais adequando para o consumidor.

Para se comunicar com uma audiência cada vez mais volátil e, em tempo real, os anunciantes tem a oportunidade de conversar por meio de vídeo, rich media, display e até mesmo com banner segmentado dentro de e-mail marketing, sendo este último, uma tendência que cresce aceleradamente nos EUA e já presente no mercado brasileiro desde o 1º semestre de 2014.

Content Delivery

Outra enorme oportunidade será a capacidade que as marcas terão de entregar conteúdos adequados para consumidores altamente granularizados.

A figura de um WCM (web content management) integrado à ferramentas analíticas, soluções de dados, mídia e outras que envolvam todo o ecossistema digital de uma organização, farão toda a diferença no relacionamento entre pessoas e marcas.

Os sistemas mais modernos de WCM, tem a capacidade de entregar conteúdo tanto on-line quanto off-line, como exemplo, em totens dentro das lojas, nos POS (point of sales), provadores que contenham interação social e etc.

De acordo com uma pesquisa recente encomendada pela Adobe, 79% dos CMO’s pretendem investir em soluções que permitam criar, gerenciar e distribuir adequadamente seus conteúdos.

Pessoas

Com esta enormidade de tecnologias emergentes, este importante elo da cadeia precisa receber a devida atenção. A profissão de cientista de dados se tornará uma das principais do mercado e com alta remuneração.

Haverá 4,4 milhões de postos de trabalho a nível mundial em business analytics, mas apenas um terço desses empregos serão preenchidos.

Com a crescente demanda por Big Data, as empresas terão de reavaliar as suas competências e habilidades para responder a esta oportunidade.

Tendência de tecnologia para os próximos anos

Exame, São Paulo – A Ericsson fez uma pesquisa em 23 países, incluindo o Brasil, para detectar as tecnologias que vão se espalhar pelo planeta em 2015 e nos próximos cinco anos. Pagamentos digitais, vídeos sob demanda e robôs domésticos estão entre elas.

O estudo, chamado “10 Hot Consumer Trends 2015” (“10 Tendências Quentes para os Consumidores em 2015”), está sendo divulgado hoje. Confira as dez tendências:

 

1 — O YouTube derrota a TV

Sai a TV convencional, entram Netflix e YouTube. Esse movimento, que acontece há anos, se acelerou nos últimos meses. Em 2011, 83% das pessoas assistiam à TV comum várias vezes por semana, enquanto 61% viam vídeo sob demanda.

Neste ano, segundo a Ericsson, já há praticamente um empate: 77% assistem à TV enquanto 75% veem vídeo via internet. Em 2015, os serviços sob demanda devem superar definitivamente a TV tradicional em popularidade.

 

2 — Casa inteligente

Apesar da presença quase universal do acesso à internet, nossas casas não se tornaram inteligentes. Na maioria dos países, automação doméstica ainda é artigo de luxo. Mas isso deve mudar em 2015, prevê a Ericsson.

Há interesse dos consumidores. 55% querem ter sensores capazes de avisá-los sobre inundações, entupimento de ralos ou falhas em eletrodomésticos, por exemplo. Outros 49% gostariam de receber alertas quando alguém entra ou sai da casa.

Empresas como Google e Apple se posicionam para atender a essa demanda. A tecnologia já está disponível e vai se tornar mais barata quando os aparelhos forem fabricados em massa.

 

3 — Depois do WhatsApp

Novas formas de comunicação interpessoal são inventadas o tempo todo. Na última década, surgiram redes sociais, apps de mensagens, torpedos multimídia e até textos e fotos que desaparecem depois de lidos.

Para a Ericsson, esse processo vai continuar. Em 2015, porém, o foco vai se deslocar dos smartphones para os dispositivos vestíveis, como os relógios inteligentes.

Mais de um terço dos consumidores querem usar um relógio que possa transmitir seus gestos a outra pessoa – algo factível. Já 40% querem um relógio que leia seus pensamentos e os envie a outra pessoa, um recurso que não deve virar realidade tão cedo.

 

4 — Cidadãos inteligentes

Quando se fala em cidade inteligente, muita gente pensa em sensores e câmeras espalhados pelas ruas. Mas a parcela mais importante da inteligência da cidade está no bolso dos cidadãos, em seus smartphones. E ela está aumentando rapidamente.

A pesquisa da Ericsson aponta que 76% das pessoas apreciam apps com informações sobre o trânsito. 70% querem poder comparar seu consumo de água e energia com o dos vizinhos. 66% consideram útil um app que informasse sobre a qualidade da água na cidade. E 70% acreditam que tudo isso vai ser comum em 2020.

 

5 — A economia compartilhada

Apps de carona como o Uber, estações automáticas de aluguel de bicicletas e serviços de aluguel de imóveis como o AirBnB são invenções relativamente recentes que ajudam as pessoas a compartilhar recursos nas cidades.

Segundo a Ericsson, três quartos dos proprietários de smartphones se interessam por esses serviços. Em 2015, novos apps vão levar essa ideia a outras áreas.

Mais da metade dos entrevistados na pesquisa dizem ter interesse em alugar equipamentos de lazer (como uma prancha de surf ou um barco), uma casa ou até um eletrodoméstico de outra pessoa. E 46% dizem que aceitariam usar um app para reservar um jantar (pago) na residência de alguém.

 

6 — Pagamentos digitais

Não muitos anos atrás, era comum, no Brasil, alguém carregar um talão de cheques no bolso. Hoje, pagamos o restaurante, a loja e o posto de gasolina com um cartão de crédito ou débito; e o uso de cheques é cada vez mais raro.

Em breve, bastará o smartphone ou um relógio inteligente para fazer qualquer pagamento. Iniciativas como Apple Pay e Google Wallet vêm acelerando esse processo em muitos países.

Na pesquisa da Ericsson, 48% das pessoas dizem que prefeririam usar o smartphone em lugar de outros meios de pagamento. E 80% acreditam que o aparelho vai substituir totalmente a carteira até 2020.

 

7 — A vida privada

A pesquisa da Ericsson mostra que as pessoas estão dispostas a compartilhar alguns dados pessoais desde que recebam algo em troca. Elas ficam incomodadas quando alguma empresa captura suas informações na internet para algum propósito comercial.

Entre os entrevistados, 56% dizem que gostariam de criptografar suas mensagens. 53% preferem usar impressões digitais em vez de senha. E 47% gostariam de pagar compras online sem se identificar, como se faz ao comprar com dinheiro numa loja física.

Para a Ericsson, isso deve levar, com o tempo, a uma maior adoção da criptografia e a um melhor controle de quais informações o usuário compartilha publicamente.

 

8 — A segunda geração dos vestíveis

Dispositivos digitais vestíveis, como os relógios inteligentes, têm atraído atenção principalmente por serem novidade. Mas essa fase está acabando. A partir de agora, os consumidores só vão se interessar por esses produtos se eles trouxerem benefícios práticos.

A Ericsson diz que a principal expectativa das pessoas é que os dispositivos vestíveis ajudem a melhorar a saúde. Segundo a empresa, uma pulseira ou relógio que contribuísse para reduzir o estresse poderia proporcionar, em média, 2 anos a mais de vida à pessoa.

Um dispositivo que ajudasse nos exercícios físicos traria mais 1,9 ano. Somando todos os efeitos benéficos, estima-se que a tecnologia possa acrescentar quase 10 anos à vida do usuário ao tornar sua vida mais saudável.

 

9 — Robôs domésticos

Já existem robôs que aspiram o pó do tapete (como o desta foto) e outros que cortam a grama do jardim. Mas eles ainda são raros no Brasil e em outros países. Nos próximos anos, os robôs domésticos devem se tornar mais comuns e ganhar novas funções.

A pesquisa da Ericsson aponta que 57% dos consumidores querem um robô que lave suas roupas. 49% desejam um cozinheiro robótico capaz de preparar refeições simples. 36% querem um autômato para fazer companhia a eles. E 64% acham que esses robôs serão comuns em 2020.

“À medida que a inteligência artificial passa a residir na nuvem, o custo dos robôs tende a cair dramaticamente. Nos próximos cinco anos, poderemos ver mudanças drásticas nessa área”, diz o relatório da Ericsson.

 

10 — Crianças conectadas

As crianças que crescem manuseando tablets e smartphones têm expectativas diferentes das que seus pais têm. O estudo da Ericsson aponta que essa geração vê a internet como algo tangível e espera que o acesso à rede esteja presente em todos os objetos.

Essa expectativa vai influenciar a maneira como os dispositivos digitais vão evoluir de agora em diante. Cada vez mais objetos terão algum tipo de conexão com a internet, dando à rede um caráter mais material.

“O uso da informática será menos abstrato em 2020 e depois disso”, conclui a Ericsson.

Você sabe quais mercados são aposta para 2015?

7 áreas que startups devem explorar em 2015

 

Por Priscila Zuini, para EXAME.com
Respondido por Fernando de la Riva, da Concrete Solution

É muito provável que o nosso cenário econômico para 2015 seja de estagflação, ou seja, baixo crescimento, inflação alta e, consequentemente, se o Banco Central continuar perseguindo alguma meta de inflação, juros altos.

Temos uma exaustão do modelo de crescimento baseado em crédito e consumo, com aumento do endividamento das famílias e alto preço da energia. Pode parecer uma má notícia a princípio, mas esse contexto forma um mar de oportunidades para os empreendedores, que devem sempre buscar dores a serem resolvidas, grandes mercados e margem. Com isso, seguem algumas áreas promissoras para novos negócios no Brasil:

1. Educação

Um dos pilares da nossa baixa produtividade, o setor de educação no Brasil é um problema antigo e, talvez, o mais importante. A má qualidade no nível mais básico causa a longo prazo uma grande escassez de desenvolvedores e engenheiros, por exemplo. Neste sentido, startups que considerem formas de aplicar a educação à distância móvel, adaptativa e “gamificada” têm uma dor bastante importante a ser resolvida, um mercado grande e margem.

Grandes mercados têm a ver com grandes múltiplos e recorrência. Qualquer modelo de negócios que mire nas milhões de crianças que estão no ensino fundamental, por exemplo, atende estes dois quesitos.

Um exemplo de problema que merece ser considerado pelas novas startups nesta área é a dificuldade que pais têm para achar escolas para seus filhos com menos de seis anos. O processo é complicado: os pais têm que visitar escolas, uma a uma, e avaliar diversas características e atividades, além de ter que se preocupar com vagas e processos seletivos.

Startups que pensem em soluções para este problema e conectem mais facilmente as escolas aos pais, unificando o processo de inscrição de alunos na primeira escola, por exemplo, também podem ser uma boa aposta.

 

2. Saúde

Outra ineficiência bastante relevante no Brasil, está na saúde. O mercado de planos de saúde, por exemplo, é “super regulado”, com problemas de margem e muitas vezes pautado por relações conflituosas com o cliente. Com o esvaziamento das agências reguladoras, é um ótimo campo para procurar ineficiência.

Em setores como o de Telecom, esse problema gerou o conceito de MVNO (Mobile Virtual Network Operator); em serviços financeiros, gerou iniciativas como o BankSimple no exterior e agora o NuBank no Brasil. Uma estrutura leve e barata de bom atendimento pode funcionar bem “por cima” da estrutura de planos de saúde atual.

A questão de marcação de consultas, exames e prontuários digitais também é outra área que merece atenção das startups de tecnologia. Iniciativas neste sentido ainda são poucas e pouco exploradas, cabem concorrência e novas ideias. Uma startup que ofereça a ideia de “fast health” ou clínicas particulares de baixo custo em locais de grande fluxo e estruturas de autoatendimento de baixo custo baseadas em web e mobile pode ter mercado.

 

3. Mercado imobiliário

Vivemos um período de aumento da inadimplência, que cresceu 17,2% no último ano, e de endividamento das famílias brasileiras, que chegou a 63,4% no início de 2014 de acordo com a CNC. Segundo uma pesquisa recente, houve aumento de 40% no número de devoluções de imóveis comprados na planta. Neste contexto, pode ocorrer um processo de incapacidade das famílias de pagarem seus contratos de financiamento imobiliário. Alguém que facilite a reestruturação desses contratos e renegociação da dívida ou a revenda desses imóveis talvez esteja no lugar certo e na hora certa.

 

4. Mobilidade urbana

Apesar do nosso recente ciclo de startups de tecnologia ter sido muito calcado em e-commerce, a dor desse tópico é enorme e já existem casos de sucesso de empreendedores no Brasil e fora do país. O Moovit conseguiu aumentar a eficiência dos transportes públicos por meio da sincronização, com o Waze já é possível andar melhor no trânsito de carro, o EasyTaxy ajudou a melhorar o mercado de táxis e o Uber reduziu drasticamente o tempo de cada “chamada”. Todas elas começaram a resolver o problema, mas ainda existe ineficiência a ser combatida e espaço para novas ideias.

 

5. Soluções hiperlocais

Qualquer modelo de negócio baseado em conectar pessoas tem um problema de contexto. O número excessivo de “matchs” no Tinder, por exemplo, pode ser tão ruim quando a falta deles. O processo de matching, puro e simples, baseado em raios de quilômetros, é muito ineficiente. Neste sentido, é possível disruptar esse mercado de seleção, encontros e relacionamentos restringindo nichos e criando redes especiais de pessoas que já estão fisicamente ligadas.

 

6. Emprego

Além da dificuldade de identificar e contratar bons profissionais por problemas na educação como um todo, existem também aqueles trabalhadores que tomaram uma decisão de carreira há 10 ou 20 anos e cujo setor não está mais em ascensão, mas são ótimos profissionais.

Requalificar estes trabalhadores de forma adaptativa, à distância e gamificada, considerando micro certificados e atrelando a um negócio de recolocação, fecha um ciclo. Você investe em qualificação, consegue um novo salário maior e tem um retorno melhor que deixar seu dinheiro no banco. Conectar empregadores a bons empregados é um desafio que o mercado está em busca de resolução.

 

7. Big data, internet das coisas e impressão 3D

Existem áreas que já estão avançando em outros países, mas que ninguém ainda assumiu o controle aqui no Brasil. Vale a pena considerar essas novas tecnologias como forma de disruptar mercados e criar novas ideias para empreender. Ineficiências e carência de serviços de qualidade o Brasil tem. Cabe aos novos empreendedores as ideias para mudar esse conceito e evoluir.

 

 

Empreender no Brasil? Pesquisa do Banco Mundial revela que ficou mais fácil fazer negócios por aqui.

Brasil é o 120º melhor lugar para negócios, diz ranking

Por Altamiro Silva Júnior, para o Estadão
Nova York – Fazer negócios no Brasil para uma empresa ficou um pouco mais fácil, mas o País ainda está bem longe dos melhores lugares do mundo para a vida de um empreendedor, mostra um estudo divulgado na terça-feira, 28, em Washington pelo Banco Mundial sobre a facilidade de se fazer negócios em 189 países.

O Brasil ficou na 120ª posição no ranking geral este ano. No relatório do ano passado, inicialmente o País havia ficado em 116º, mas, em uma revisão divulgada ontem junto com o novo estudo, a economia brasileira agora aparece no 123º lugar em 2013. No ano anterior, estava na posição 130º.

Começar um negócio no Brasil demora 83,6 dias, melhor que os 107,5 dias do levantamento do ano passado, mas ainda longe dos líderes do ranking.

Em Cingapura, país que ocupa a primeira posição no levantamento deste ano, são apenas dois dias e meio. Nos EUA, o sétimo lugar, são 5,6 dias. Na América Latina, são 31,7 dias.

Em outros indicadores isolados, usados no conjunto para fazer o ranking geral, o Brasil também ocupa posições ruins. Na abertura de uma empresa, o País é o 167º, com 11,6 procedimentos necessários – em Cingapura são três e na Nova Zelândia, apenas um.

Em conseguir permissão para construção, o Brasil fica em 174º lugar, demorando, em média, 426 dias. Obter eletricidade é um dos poucos itens em que o Brasil se destaca, ocupando a 19ª posição no ranking dessa categoria.

Cingapura, pelo nono ano consecutivo na liderança, é o lugar mais fácil para se fazer negócios no mundo. Em seguida, aparecem, pela ordem, Nova Zelândia, Hong-Kong, Dinamarca e Coreia do Sul.

O último lugar ficou com a Eritreia, na África, e o penúltimo com a Líbia. Piores que o Brasil no ranking geral estão países como Haiti, Bolívia, Paquistão, Sudão, Índia, Venezuela e Argentina.

O relatório do Banco Mundial conclui que houve progressos na regulamentação pelo mundo com o objetivo de facilitar os negócios para os empresários.

“Dos países que nós medidos, em 80% as regulamentação são mais simples e fáceis para empreendedores começarem uma empresa nova ou transferirem propriedade”, destaca uma das autoras do estudo, Rita Ramalho, em um vídeo entregue aos jornalistas, ressaltando que a maioria das reformas ocorreu na África.

De junho de 2013 a junho de 2014 o relatório, que cobre 189 economias em todo o mundo, documentou 230 reformas.

No Brasil, não houve reformas no ano passado até o período encerrado em junho deste ano. Pela primeira vez, o Banco Mundial passou a avaliar também as cidades de Rio e São Paulo para ver as condições de negócios.

A principal diferença é que no Rio o salário mínimo para um trabalhador em tempo integral é de US$ 484,24, maior que o de São Paulo (US$ 437,80).

Na América Latina, o país mais bem colocado passou a ser a Colômbia (34º lugar), tomando a posição do Chile (agora em 41.º). A Colômbia é citada no relatório como o país da região que mais fez reformas para incentivar os negócios das empresas menores desde 2005.

O Peru aparece em 35.º e, graças a reformas e outras medidas vem conseguindo melhorar o ambiente de negócios. Ao todo, 32 economias da América Latina implementaram pelo menos uma reforma regulatória para facilitar negócios entre junho de 2013 e junho de 2014.

“O sucesso ou o fracasso de uma economia depende de uma série de variáveis. Entre elas, muitas vezes esquecidas, estão as engrenagens que facilitam as empresas e os negócios”, afirma o vice-presidente sênior e economista-chefe do Banco Mundial, Kaushik Basu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Inovação: como passar da teoria à prática?

Inovação: como passar da teoria à prática

Remover as barreiras ao conhecimento é a chave para o sucesso das políticas de inovação

Por James Todhunter, para Portal CIO/EUA

Consideradas complicadas ou, no mínimo, trabalhosas, as iniciativas que têm como objetivo estimular o pensamento inovador assustam gestores e, por isso, acabam deixadas de lado.

Na maioria dos casos, embora concordem e conheçam os benefícios proporcionados pelo estímulo a ações inovadoras, os líderes não sabem ao certo “por onde começar” a desenvolver esses projetos de modo a conquistar a adesão de suas equipes.

Para nortear esse caminho rumo à inovação, seguem algumas dicas apontadas por executivos que lideraram projetos de sucesso:

1. Comece devagar: identifique o objetivo final do projeto e elabore as etapas que deverão ser percorridas para alcançá-lo. Então, fixe a próxima fase como meta para a equipe que trabalhará na iniciativa. Essa atitude fará com que o time fique mais motivado, na medida em que enxergar o propósito de suas ações de forma mais imediata;

2. Incorpore o exercício de inovar à rotina: passe a olhar todos os aspectos de sua vida de forma mais questionadora, pensando em maneiras de melhorar as questões do próprio dia-a-dia. Assim o conceito de inovação começará a ser desmistificado;

3. Use o que tem: não desperdice dados que a empresa detém sobre clientes, produtos, processos e projetos. Todas as informações são fontes de ideias;

4. Foque no valor agregado: toda ação tem como objetivo levar valor ao consumidor e à companhia. Por isso, essa premissa não pode ser esquecida em nenhuma etapa do desenvolvimento dos projetos de inovação e deve ser checada a cada dia de trabalho, para que a equipe não perca o direcionamento correto;

5. Convença o board: com o apoio do alto comando corporativo as ações de inovação serão mais aceitas nas esferas mais baixas da pirâmide organizacional. Mostre, principalmente ao CFO e CEO, as vantagens que a incorporação dessa nova cultura poderá trazer aos resultados do negócio e, certamente, receberá todo o aval necessário para implementá-la.

Além disso, o modelo de tratamento do conhecimento dentro das companhias precisa mudar, com o intuito de que os colaboradores tenham acesso às informações realmente importantes a suas rotinas. Só assim poderão unir esses dados a suas bagagens culturais e, então, desenvolver ações realmente inovadoras.

Conhecimento é a matéria-prima da inovação. Quando identifica-se uma oportunidade ou um desafio tudo o que aprendemos, junto com nossa experiência cultural, ajudam a criar uma solução. Desde o que aprendemos na escola até os costumes da comunidade em que vivemos servem para moldar essas reações, mas raramente essa base é gerenciada de maneira adequada pelas companhias nas quais atuamos.

Remover as barreiras ao conhecimento é a chave para o sucesso das políticas de inovação. Todos colaboradores devem acessar as mesmas informações e discutir como cada um as interpreta. Só assim é possível criar algo novo.

Pesquisa revela que brasileiros gastam 3h40/dia na Internet. E você, quanto usa a rede?

Segundo meio de comunicação mais usado é internet, aponta pesquisa

26% usam internet diariamente, e 65% veem TV todos os dias, indica Ibope.
Governo encomendou pesquisa que revela hábitos de consumo de mídia.

Juliana Braga, para o G1

A internet é o segundo meio de comunicação usado mais frequentemente pelos brasileiros, atrás da televisão e à frente do rádio, segundo a primeira edição da “Pesquisa Brasileira de Mídia 2014 – Hábitos de Consumo de Mídia pela População Brasileira”, divulgada nesta sexta-feira (7) e encomendada ao Ibope pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

O objetivo geral da pesquisa, que passará a ser realizada anualmente, segundo a Secretaria de Comunicação Social, é “conhecer os hábitos de consumo de mídia da população brasileira [...] a fim de subsidiar a elaboração da política de comunicação e divulgação social do Executivo Federal”.

De acordo com o levantamento, a internet é usada todos os dias por 26% dos entrevistados; a televisão é assistida, diariamente, por 65%. O percentual de uso diário do rádio é de 21%; o dos jornais impressos, 6%; e o de revistas semanais, 1%.

O levantamento do Ibope, instituto contratado por meio de licitação pelo governo federal, ouviu 18.312 brasileiros entre 12 de outubro e 6 de novembro do ano passado em 848 municípios. Foram a campo 200 pesquisadores, para aplicar um questionário com 75 perguntas. A margem de erro é de um ponto percentual.

A pesquisa detalhou o uso dos meios de comunicação por gênero, faixa etária, renda familiar escolaridade, porte do município e atividade. A internet é mais popular entre os jovens de 16 a 25 anos – 48% relataram usá-la diariamente. Na faixa etária superior a 65 anos, 92% afirmaram que nunca usam ou não costumam usá-la.

Em média, os brasileiros que usam a internet gastam três horas e 39 minutos navegando pela rede em dias de semana. Nos finais de semana, a intensidade de uso aumenta um pouco – vai para três horas e 43 minutos, em média.

Do total de entrevistados, 47% têm acesso à internet em casa. A unidade da federação com maior acesso à web, segundo a pesquisa, é o Distrito Federal (63%). Dentre os que usam internet, 40% afirmaram utilizar por meio do telefone celular.

Sites com mais acesso
O Ibope perguntou aos entrevistados que usam internet quais são os sites, blogs ou redes sociais mais acessados entre segunda e sexta-feira. De forma espontânea – ou seja, sem que o pesquisador tenha apresentado uma lista previamente elaborada –, o mais citado foi o Facebook (63,6%). Em segundo, aparece o site da Globo.com (7%) e, em terceiro, o G1 (5,6%). Além desses três, os dez primeiros incluem Yahoo (5,0%), YouTube (4,9%), UOL (4,8%), R7 (2,9%), MSN (2,7%), iG (2,7%) e Terra (2,3%). Ao todo, o levantamento relaciona 20 sites, blogs ou redes sociais.

No detalhamento, a pesquisa revela que a faixa etária que mais acessa o G1 é a de pessoas entre 56 e 65 anos (10,7%). O site é mais procurado por homens (6,5%), pessoas com ensino superior (7,7%) e em municípios com renda familiar superior a cinco salários mínimos (6,7%).

Entre os sites mais acessados durante os finais de semana, o G1 aparece em quarto lugar, com 4,7%, depois de Facebook (67,1%), Globo.com (6,3%) e YouTube (5%). Dentre as páginas mais acessadas quando o internauta quer buscar informação, o G1 também é o terceiro, com 5% das indicações, após Facebook (30,8%) e Globo.com (6,8%).

Veja outros destaques da pesquisa
- A TV é mais popular entre os maiores de 65 anos (73% assistem todos os dias), entre as mulheres e entre as pessoas que realizam atividades domésticas.

- Mulheres costumam assistir mais televisão do que homens: nos dias de semana, elas passam, em média, três horas e 47 minutos ligadas na programação; eles, três horas e dez minutos. No fim de semana, a diferença diminui – as mulheres reduzem o tempo à frente da TV e os homens aumentam.

- Programas de notícias e jornalismo são citados por 80% das pessoas quando questionadas sobre o que assistem na TV; as novelas, por 48%. No fim de semana, porém, os programas de auditório assumem a liderança: são lembrados por 79%.

- A média de intensidade de uso da televisão é de três horas e 29 minutos (a intensidade de consumo é medida em horas gastas por dia com o meio de comunicação). Goiás (cinco horas e 22 minutos) e Tocantins (quatro horas e 28 minutos) são os estados com maior intensidade de uso da TV. Intensidade é maior entre mulheres, inativos, maiores de 65 anos e habitantes de cidades com população superior a 500 mil habitantes.

- 67% dos entrevistados assistem somente TV aberta (no Acre, esse índice chega a 86%).

- TV a cabo é mais usada entre os mais jovens e à medida em que aumenta a renda e a escolaridade.

-  53% afirmaram nunca acessar a internet (no Piauí, esse percentual chega a 70%); 39% disseram nunca ouvir rádio; os que nunca assistem TV são 3%

- Notícias de jornais impressos são consideradas as mais confiáveis (19% afirmam confiar sempre); notícias em blogs e redes sociais são as menos confiáveis (20% nunca confiam).

- O programa “Voz do Brasil” é conhecido por 68% dos brasileiros; 50% consideram o conteúdo ótimo ou bom; 66% nunca ouvem.

A comunicação da pequena e média empresa precisa deixar de ser vista como desperdício

Por Lorena Vicini – para Pequenas Empresas & Grandes Negócios
A apresentação de um novo produto com erros de português, um site feito sem cuidado, uma abordagem menos polida em um email. Embora todo empresário esteja sujeito a esses incidentes, a comunicação entre empresa e cliente é essencial na hora de lançar um novo produto ou informar sobre uma mudança. Muitas vezes relegada ao segundo plano, uma comunicação feita sem o devido cuidado pode surtar de maneira inversa e fazer a antipropaganda do produto e, por consequência, da própria empresa.O professor da USP e diretor da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial Paulo Nassar conversou com a Pequenas Empresas & Grandes Negócios sobre como fazer com que a comunicação seja um trunfo do empresário e influa positivamente para a marca.1) A comunicação, embora muitas vezes não esteja entre as prioridades do empresário, é muito importante, pois é o canal com o público. Como comunicar seus clientes que você executou uma inovação que pode trazer vantagens ao público?

A comunicação da pequena e média empresa precisa deixar de ser vista como “desperdício” de dinheiro, coisa para uma segunda etapa do negócio, instrumento das grandes empresas. Um dos principais motivos disso é que os negócios, as empresas independente do seu tamanho, são cada vez mais pressionados um por um consumidor fortalecido pela violenta concorrência entre empresas que lhe oferecem um extenso leque de produtos/serviços com preços, qualidade e outras vantagens superiores. O planejamento de Comunicação passa a ser, para o pequeno negócio, tão importante quanto o plano de voo é para o piloto de avião. A questão que se coloca é o custo da transformação de conhecimento em valor. Como destacado por inúmeros estudiosos do trabalho no ambiente do imaterial, a inovação, a produção de valor, não se dá a partir da homogeneidade, do padrão, mas da diversidade de interpretações e de formas de viver e de se comportar. A pequena empresa tem de combater usando principalmente os diferenciais, as qualidades de suas pessoas, principalmente do dono do negócio, que deve ser literalmente um “animal comunicador e relacionador”.

2) Que tipos de cuidados os empresários devem ter ao comunicar uma inovação?
A comunicação excelente deve estar relacionada e sincronizada ao contexto social, político, ambiental, pessoal, exigindo das empresas mais habilidade e versatilidade para contemplar todos estes aspectos e fazer com que a comunicação desperte interesse. A boa comunicação empresarial estimula a inovação. A cópia não tem história. Nesse sentido, o pequeno empresário tem que estar extremamente informado sobre o que acontece no mundo, em seu país, e essencialmente em seu bairro, em sua rua.

3) A comunicação em si sofreu uma inovação. Hoje são muitos os meios de comunicação entre um empresário e seu cliente. Como usar adequadamente as mídias sociais? Que papel os velhos meios de comunicação, como o telefone e a correspondência por correio, passaram a executar?
Quem está dentro de uma organização precisa ter uma inteligência estratégica. Na era digital, a informação é uma commodity e se o profissional trabalha com a informação em sua forma bruta, ele não terá valor. É preciso fazer uma interpretação qualificada e criar um valor ao seu trabalho. Ao telefone, o cuidado com a comunicação deve ser maior do que em outras mídias, principalmente devido à instantaneidade das interações. A preocupação com o que é dito, e de que forma a informação é transmitida pode fazer a diferença entre um cliente satisfeito e uma crise de imagem que pode arruinar os negócios. As formas impressas de comunicação ainda possuem lugar na sociedade do conhecimento, na medida em que optamos por uma perenidade maior das mensagens, bem como a possibilidade de acesso às informações sem necessidade de nenhum facilitador eletrônico, tais como computadores e celulares.

4) Que tipo de atitude antes era usada na comunicação entre empresa e cliente e hoje não é mais?
Desconhecimento das técnicas de gerenciamento e relacionamento com o cliente, falta de retorno de uma reclamação, não dar a voz para o consumidor expressar-se e relacionar-se com a empresa. Hoje, com as redes sociais, a reclamação não atendida pode se transformar em vídeo, em e-mail, em tuite (post no Twitter), que percorrem o mundo em questão de segundos. As empresas relutam em expor-se nas redes sociais com receio de não controlar o que é exposto sobre suas ações, sua reputação. Os administradores devem perceber as redes sociais como um canal onde os consumidores podem se relacionar com a empresa de forma transparente, envolvendo e cativando o cliente com a filosofia da empresa.

5) Que tipo de atitude na comunicação entre empresa e cliente nunca sai de moda?
Atenção, respeito, diálogo e ética nas relações. As empresas devem compreender a visão e as razões de ser dos outros, seus públicos, as redes sociais com que se relaciona e os impactos causados por sua organização ao meio ambiente.

6) Se fosse dar um conselho para o empreendedor na hora de se comunicar com o cliente nos dias de hoje, que conselho seria?
Uma das principais causas da mortalidade infantil das pequenas empresas é o analfabetismo de seus gestores em comunicação. Outro ponto é conhecer o ambiente aonde o negócio vai se inserir, o público que irá consumir seus produtos e serviços e adequar a comunicação à sua linguagem. Os consumidores têm que se identificar com a empresa, seus valores, sua identidade, por que na hora da escolha pelo produto ou serviço, eles escolherão o mais alinhado às suas crenças.

Universidade de Stanford capacita empresas brasileiras de TI

Universidade de Stanford capacita empresas brasileiras de TI

O Programa de Inovação e Empreendedorismo para Empresas de Tecnologia da Informação, promovido pela Universidade de Stanford em parceria com o Programa MGTI, entra em semana decisiva, em Minas Gerais.

25 empresas selecionadas na primeira fase do Programa – startups e organizações de médio e pequeno porte – estão reunidas na sede mineira da Fundação Dom Cabral, onde recebem o coaching de uma equipe de especialistas de Stanford.

Nessa rodada, os empresários brasileiros passam pela prova de fogo de realizar suas apresentações para investidores, as chamadas pitches, da mesma forma como ocorre no Silicon Valley, nos EUA. Uma nova rodada de aprimoramento ocorrerá em Outubro, quando se reunirão cidade de Stanford, na Califórnia, e realizarão as apresentações finais, para valer, aos investidores do Vale do Silício.

“O impacto do que vemos e aprendemos aqui é histórico. Não estamos criando startups e sim empresas de tecnologia de nível mundial.”, diz Marcello Ladeira, CEO da Siteware, uma das participantes do programa.

Minas Gerais foi o estado brasileiro selecionado para firmar essa parceria em virtude do atual cenário. O setor de TI mineiro reúne mais de 6 mil empresas, representando cerca de 55 mil pessoas no setor e receita líquida estimada em quase R$ 4 bilhões/ano.

Alguém chegou primeiro – Twitter

Alguém chegou primeiro – Twitter

Quando você procura por uma marca no Twitter, automaticamente pensa que ela é representada pelo @ seguido do seu nome, certo? O fato é que nem sempre isso funciona. O AdFreak reuniu 12 exemplos de marcas famosas que não conseguiram o seu @ mais óbvio no microblog, simplesmente porque ele já tinha sido escolhido por outra pessoa. É claro que, quando isso acontece, as marcas não ficam nem um pouco felizes, mas desde que essas pessoas não tuitem se passando pela marca em questão, não estao infringindo nenhuma política do Twitter. Quer saber quais são? Segue a lista – @Chipotle@Advil,@Absolut@Trident@Lego@Kraft@Velveeta@HoneyMaid@JohnnieWalker,@JackDaniels@Triscuit e @HaagenDasz. Todas elas pertencem a ilustres desconhecidos com meia dúzia de seguidores :-)

 

http://www.bluebus.com.br/12-marcas-que-nao-conseguiram-seu-twitter-alguem-chegou-primeiro/

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